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Desejando
que Você Estivesse Aqui Novamente
por WhiteCat e Terra Chang
Você foi uma vez minha única
companhia...
[Hiei e Kurama, na primeira
vez que se encontraram, andando na rua.]
você era tudo que importava
...
[Hiei defendendo e lutando por
Kurama.]
Você foi uma vez um
amigo e amante -
[No quarto de Kurama, Kurama
está ajoelhado no chão, com seus braços ao
redor da cintura de Hiei, e Hiei brinca hesitantemente com o longo
cabelo de Kurama.]
então meu mundo foi
destruído...
[A cena pacífica se despedaça,
como um espelho se quebrando. Mudando rápido para um cenário
escuro, com Kurama sendo arrancado dos braços de Hiei por
uma força invisível.]
Desejando que estivesse de
algum modo aqui de novo...
[Hiei está de pé,
sozinho, num penhasco em algum lugar, olhando para o céu
com um punho cerrado. O rosto de Kurama aparece vagamente nas nuvens.]
desejando que estivesse de
algum modo próximo...
[Ele fecha os olhos e abaixa
a cabeça, e seus dedos procuram dentro de um bolso e tiram
de lá uma fotografia velha de Kurama. Ele olha para ela,
e suspira, pesadamente.]
Às vezes parecia,
que se eu apenas sonhasse
[Tarde da noite, com Hiei numa árvore,
olhando saudosamente para as estrelas. No seu punho fechado está a
fotografia que estava olhando, mais cedo.]
de algum modo você estaria
aqui ...
[Por um momento, as estrelas
se deslocam, e o rosto sorridente de Kurama é vagamente
visível.]
Desejava que pudesse ouvir
sua voz novamente...
[Kurama, rindo e conversando,
mas não podemos ouvir nada - como uma TV em mute.]
sabendo que nunca ouviria...
[A cena se dissolve, e os ombros
de Hiei chocoalham, enquanto ele abaixa sua cabeça e olha
cegamente para o chão. A cena se borra, como se o observador
estivesse chorando.]
Sonhar com você não
me ajudará a fazer
[Hiei, sozinho no mesmo penhasco,
sem camisa e exercitando o kata. Há um olhar ameaçador
no seu rosto enquanto ele treina. A fotografia amassada se encontra
ao lado de sua camisa e casaco, e ele pára seu treino, brevemente,
para olhar para ela.]
tudo que você sonhou
que eu pudesse...
[Ele se volta, e fecha seu punho,
e olha para a tatuagem do Kokuryuuha negro enrodilada em seu braço.
Seu lábio se dobra amargamente num olhar de desprezo.]
Sinos mortuários e
anjos esculpidos,
[Na cor parda da madrugada,
Hiei vaga sozinho num cemitério. Ele pára ao lado
de um túmulo em particular, marcado com uma cruz, e um pequeno
anjo de pedra, que foi esculpido de modo a parecer estar rezando.]
frio e monumental,
[Ele estende a mão, hesitantemente,
para tocar o rosto do anjo, e por um breve momento, vê o
rosto de Kurama na pedra.]
parece, para você,
as companhias erradas -
[Ele olha em redor, e estremece,
puxando seu casaco um pouco mais ao redor de seus ombros.]
você era quente e gentil
...
[Kurama sorrindo gentilmente
enquanto ele gira uma mão no seu cabelo e produz uma rosa
brilhante.]
Anos demais lutando contra
as lágrimas
[Os joelhos de Hiei entortam-se,
e ele lentamente escorrega para o chão, e olha para a marca
da sepultura. Uma única lágrima desliza livre, aglutinando
numa jóia negra brilhante, e se perde na grama.]
Por que o passado não
pode simplesmente morrer ... ?
[Ele balança sua cabeça
violentamente, como se em recusa, e pega a fotografia de novo,
e olha para ela, como se pedindo a imagem uma resposta.]
Desejaria que estivesse de
algum modo aqui novamente ...
[Ele ergue os olhos para a torre
da igreja, e seus lábios se movem, como se numa prece silenciosa.]
sabendo que devemos dizer
adeus ...
[Sua cabeça se abaixa
de novo, e seus ombros chocoalham, brevemente, antes de se levantar,
e, lentamente, como e facas o estivessem cortando, ele rasga a
foto ao meio.]
Tentar esquecer ...
[As pedaços caem no chão,
e ele solta um outro soluço seco. Os olhos verdes parecem
sorrir na foto.]
Aprender a viver ...
[Ele se afasta e fecha seus
olhos, elevando seu rosto para o céu, e, lentamente, levanta
os braços sobre sua cabeça, como se para abraçar
o céu e o sol nascente.]
dê-me a força para
tentar...
[Ele respira fundo, abaaixa
seus braços, e abre seus olhos. Suas mãos se juntam,
e ele olha para a tatuagem do dragão negro com um sorriso
forçado, irônico, zombando de si.]
Sem mais lembranças,
[Ele balança a cabeça,
tristemente, e começa a se afastar do túmulo.]
Sem mais lágrimas
silenciosas ...
[Uma outra lágrima desliza
pela sua bochecha, mas ele a seca, com um movimento zangado.]
Sem mais olhares pelos anos
perdidos ...
[Ele pára na entrada
do cemitério e gira seu corpo, mas procura não olhar
para trás. Ele vira seu rosto na direção do
sol nascente, ajeita seus ombros, e se dirige lentamente para ele.]
Ajude-me a dizer adeus.
[O vento começa a soprar,
e rodopia os pedaços da foto, e arremessa-as para dentro
do brilho do sol, antes da cena se congelar,e ficar aquarelada.]
[Enquanto a música termina,
ouvimos, brevemente, a risada alegre de Kurama.]
Traduzido por Rechan
Título Original: Wishing You Were Somehow Here Again
Baseado na música 'Wishing You Were Somehow Here Again', escrita
por Andrew Lloyd Webber & Charles Hart. Trilha sonora original
de O Fantasma da Ópera |
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