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Um Elo Com o Passado
por Rechan
Capítulo 8 - O Covil do Dragão
"Hiei!" exclamou Yusuke. "Ei, cara! Você está bem?" Kuwabara
levantou uma sobrancelha, enquanto observava Hiei olhar de cra feia
para Yusuke.
"Não é da sua conta," replicou o koorime.
Novamente, Kuwabara arregalou os olhos para Hiei. Aquilo era incomum
de Hiei. O comportamento dele era terrível, mas para com Urameshi.
Kuwabara sentiu uma estranha onda de ki, enrolando-se ao redor de
Hiei, então. O mesmo youki que exalava de cada canto daquele
labirinto. O ningen piscou duas vezes enquanto o reconhecia. Ainda
podia sentir seus olhos frios, o poder emergindo dele. O youki de
Obaki estava engolfando Hiei por completo.
"Eh, que seja. Vamos, ajude-nos a sair daqui; sabe o que fazer,
certo?" Urameshi perguntou, parecendo não perceber a
aura de Hiei.
Hiei ergueu um canto de sua boca e bufou. "Claro que sei."
"E aí?"
"E aí o quê?" Hiei voltou-se e encaminhou-se
para a escuridão. "Temos planos para você, mas
eles não incluem te libertar. Então, aprecie sua companhia
imbecil enquanto isso."
"Nani?!"
"Hiei, seu maldito vira-casaca. Volte aqui!" berrou Kuwabara,
mas Hiei nunca voltou.
"Kuwabara. O que você acha que ele quis dizer com 'nós'?
Ele devia estar encarcerado," murmurrou Urameshi.
"Acho que vinhemos aqui salvar alguém que não
precisa. Yusuke, acho que Hiei está trabalhando com Obaki,
e eu não gostei mesmo quando ele falou que tinham planos."
"Você-? Hiei não é um vira-casaca. Talvez
Obaki tenha feito algo nele," Yusuke voltou seu olhar para Kuwabara,
que ainda mantinha seus olhos onde Hiei se fora.
"Talvez. De qualquer forma, temos que cair fora daqui. Tenho
um pressentimento de que Kurama precisa de uma mão,"
"Certo. Então, já que não podemos sair
por aqui," Yusuke falou, apontando aonde a barreira de youki
invisível estava. "Vamos sair por aqui." ele concluiu,
virando de costas, onde havia uma parede de pedra. Yusuke cerrou
seu punho direito e concentrou seu reiki nele; lentamente, começou
a brilhar. "Vou fazer um grande buraco aqui. SHOT G-! Ahhh!" Yusuke
foi lançado de repente e colidiu contra a parede. Dolorosamente,
ajoelhou-se e sacudiu a cabeça. Apoiando uma mão na
parede, ele se levantou e olhou para trás, procurando seu
agressor.
"Hiei! Por que diabos você fez isso?" Kuwabara rugiu.
Hiei simplesmente sorriu falsamente. "Filho da mãe! Você nem
se importa, não é? Nunca se importou conosco." finalmente,
Kuwabara lembrou-se de Yusuke e apressou-se para ajudá-lo.
"Por que está agindo assim, cara?" arfou Urameshi,
apoiando-se no ombro de Kuwabara.
"Já disse. Temos planos para você."
"Que tipo de planos?" Kuwabara inquiriu. Hiei olhou para
ele, divertido.
"Nenhum para você, idiota. Só para Yusuke. Gostaríamos
de saber quanto conseguiríamos tirar de seu reino, já que
ele está preso aqui,"
"O quê?! Hiei, do que está falando? Isso é bobagem!" gritou
Urameshi.
"Acha? Vamos ver o que seus súditos dizem quando souberem
de sua presença aqui. O melhor que faz agora é desejar
que eles gostem de servi-lo." o koorime riu alto.
"Desde quando está trabalhando para Obaki, tampinha?
Não consigo acreditar que fomos enganados assim," discutiu
Kuwabara.
"O que ele te prometeu?" perguntou o meio-youkai.
"Nada. Somente me mostrou meu verdadeiro poder. Posso superar
a classe S a qualquer momento."
"Você já era poderoso, seu estúpido. Por
que precisa de mais poder?"
Hiei juntou as sombracelhas e pareceu a Kuwabara que ele estava
um pouco confuso. Mais uma vez ele sentiu o youki de Obaki contorcendo-se
ao redor de Hiei. Cada vez mais o ningen estava ficando certo de
que Obaki de algum modo estava controlando o amigo deles. Precisava
encontrar as palavras certas, para fazê-lo ouvir a razão,
contudo Kuwabara reconhecia que não era um serviço
para ele. Hiei nunca o ouviria; e a única pessoa que poderia
fazer isso estava perdido em algum lugar dentro daquele maldito labirinto.
Apenas Kurama poderia convencer Hiei, mas quem sabia aonde Kurama
estava?
Obaki esfregou suas tempôras mais uma vez. Sentia-se esgotado;
normalmente sentia-se assim depois de manipular a mente de alguém,
contudo a mente de Hiei era mais forte do que pensara. Compreendera
que não era apenas por causa do jagan dele, mas também
por causa de sua teimosia. Mesmo assim, tivera que admitir para si
mesmo que sozinho não conseguiria fazer nada. Se não
tivesse enviado Kuria para vê-lo, todos seus planos seriam
frustados imediatamente. Obaki sorriu enquanto lembrava-se do corpo
sensual de Kuria. Ela tinha o poder de manipular mentes usando seu
corpo. Uma vez ela tentara controlar Obaki, mas foi frustada pelo
jagan. De modo que Obaki não a matasse, ela tornou-se uma
de suas seguidoras fiéis.
O som de fogo crepitando chamou sua atenção e ele
baixou os olhos, para a lareira. Obaki fez uma carranca. Só tivera
tempo de mostrar possibilidades a Hiei; ele precisava fazer o verdadeiro
poder dele surgir. Uma vez engolido pelo poder, Hiei nunca pensaria
em traí-lo. Obaki inspirou profundamente, enquanto fechava
os olhos. Lentamente, seu terceiro olho começou a se abrir
e Obaki sondou por todo seu covil, procurando pelo paradeiro de Hiei.
Obaki sentiu o youki de Hiei próximo àqueles dois
idiotas que vieram resgatá-lo e franziu o cenho. Contudo,
um outro youki chamou sua atenção e Obaki dirigiu sua
visão na direção dele. Viu a cena como se estivesse
lá. Seu filho, Taaro, havia atirado uma esfera de youki contra
um casal, e ambos foram engolfados por ela antes que pudessem reagir.
Obaki nunca soubera o que o tornou irado de início. Se fora
por causa da imprudência de Taaro ou por reconhecer a garota
acompanhando Youko Kurama. Profundamente enfurecido, Obaki levantou-se
e encaminhou-se na direção de Taaro.
"BURACO NEGRO!"
Com este grito, a bola negra de energia obedeceu seu criador e foi
atrás deles. Ele tentou desviar-se, mas em vão. A esfera
colidiu contra eles e ele sentiu o próprio corpo sendo anestesiado.
Ouviu um grito de mulher e lentamente sua mente processou os dados.
Quando enfim percebeu que era de Akane, ele tentou esticar uma mão
até ela, mas tocou o vazio. Ao mesmo tempo, sentiu o próprio
corpo queimando e escutou um outro grito, levando alguns minutos
para reconhece-lo como seu. Perguntava-se se estava sendo derretido.
Então, inesperadamente, sentiu uma pressão por todo
corpo e uma profunda escuridão tomou conta de seus olhos.
Lentamente, todos os sons foram se desvanescendo e ele desmaiou.
Levou alguns segundos para Kurama notar que seus músculos
respondiam aos seus comandos novamente. Apertou os lábios
e então abriu os olhos imediatamente. Apoiou as mãos
no chão enquanto olhava em volta lentamente. Sua mente ainda
estava confusa e a visão estava acostumando-se com a escuridão
que cobria tudo. Finalmente, ele sentou-se, e tentou organizar os
pensamentos. Respirava com dificuldade, apenas então percebendo
quão pouco oxigênio havia ali.
Um gemido chegou aos seus ouvidos e de novo ele olhou em volta,
procurando pela fonte. Logo notou um mulher deitada, parecendo estar
ferida e tentou levantar-se e ir até ela, mas suas pernas
não suportaram seu peso. Ergueu uma sombracelha, confuso.
Perguntava-se porque sentia-se como se pessasse toneladas. Deu de
ombros e engatinhou até ela.
Kurama sentou-se próximo a ela, e virou-a para encará-lo.
Sabia que tinha que reconhecê-la, mas sua mente recusava-se
a fazê-lo. O youko esfregou sua nuca e esperou que a memória
voltasse. Enquanto isso, decidiu comtemplar o corpo prostado. Seu
olhar vagou de cima a baixo, detendo-se por alguns segundos mais
nos seios parcialmente visíveis. Descaradamente, Kurama tocou
levemente a curva do seio. Sentiu-a tremendo sob seu toque gentil
e encarou-a. Os olhos dela estavam abertos, olhando feio para ele,
mas ao mesmo tempo confusa.
"Corajoso," ela sussurrou, enquanto lambia os lábios.
Sua mente ainda estava confusa e não entedia porque aquele
simples gesto dela disparara um gatilho dentro dele. Kurama desejou
o corpo dela instantâneamente e inclinou-se, pressionando seus
lábios contra os olhos fechados dela. Sentiu-a respirando
profundamente e seu desejo aumentou. Lentamente, seus lábios
desceram, tocando levemente o nariz, bochechas e então os
lábios dela. Inspirou o ar que ela exalava e pressionou os
lábios contra os dela. Sua língua saiu e trilhou os
lábios, então forçando entre eles para se abrirem.
A boca dela abriu-se lentamente, enquanto uma mão mão
acariciava o rosto dele e agarrava seu cabelo quando ele mergulhou
sua língua dentro da boca dela. Kurama sentiu a língua
dela procurando pela sua, faminta, aprofundando o beijo enquanto
ela abria ainda mais a boca.
Kurama deitou-se ao lado dela, parando o beijo, então. Ele
descansou a cabeça no ombro dela e aconchegou-se na sua cintura.
Sua cauda balançou e descansou entre as pernas dela. Não
conversaram até Kurama esticar o pescoço e beijar seu
queixo, enquanto a mão dele começou a deslizar para
cima, para o colarinho dela, alguns minutos depois. Ele desabotoou
o colete dela, enquanto ela o removia, desajeitada. Ele sorriu para
ela e ajudou-a. Baixou os olhos, observando seus seios nus subirem
e descerem enquanto ela respirava. Uma mão agarrou um mamilo
e brincou com ele, enquanto seus lábios começavam a
beijá-la no pescoço e lentamente desciam, até encontrar
o outro seio. Ela gemeu enquanto agarrava com força o cabelo
dele. Os dedos dele apertaram um de seus mamilos, enquanto seus dentes
mordiscavam o outro, e lambia-o, enquanto ela contorcia-se de prazer,
gemendo.
Akane puxou a cabeça dele para cima, para encará-la.
Respirando com dificuldade, ela ergueu um pouco seu corpo, procurando
por seus lábios. Ele a respondeu prontamente e puxou-a para
si, até que ela sentou sobre ele. Continuaram o beijo, enquanto
Kurama fazia suas mãos vagarem pelas costas dela. As mãos
de Akane desceram até sua cintura, agarrando uma faixa, que
era usada por ele como cinto, e tirou-a. Kurama pressionou as mãos
nos quadris dela e deixou-a fazer o que queria, apreciando cada toque.
Akane removeu a camisa facilmente e sua mão vagou pelo peito,
dedilhando os mamilos e sendo recompensada por gemidos de prazer
dele. Ela parou o beijo, rindo. Inclinou-se e sua língua tinha
acabado de tocar levemente um mamilo quando ele a puxou de volta
e a própria boca dele apoderou-se de um seio, sugando-o. Akane
murmurrou seu nome e arfou enquanto agarrava-se ao cabelo dele. As
mãos de Kurama agarraram com força os quadris dela
e puxou-os para si, cuidadosamente então deitando-a no chão,
enquanto ele deitava-se sobre ela.
Enquanto a boca dele tomava o outro seio, Akane pôde sentir
uma pressão sobre sua virilha. A ereção dele
estava atingindo aquela região e ela estremeceu sob aquele
toque. Sentia-se quente de repente, o suor aparecendo em seu corpo
enquanto as mãos deslizavam para sua cintura e habilidosamente
abriam sua calça e começavam a tirá-la. Kurama
terminou com o seio e ajoelhou-se entre as pernas dela. Olhou fixo
para seu rosto por alguns segundos, antes de tirar a calça
dela. Ele inclinou-se novamente, beijando-a e suas mãos começaram
a remover a própria calça.
Com seu membro finalmente livre, Kurama começou a brincar
com ela, tocando com ele sua abertura gentilmente. Ela gemia de vez
em quando, e ele percebeu que estava para gozar, quando ela apoderou-se
de seu pênis e o massageou. Sem pensar duas vezes, preparou
seu caminho, pondo um dedo na abertura, estremecendo quando ela estremecia;
um dedo entrou facilmente e ele quase gozou quando a ouviu gemer
de prazer depois de ter gritado suavemente seu nome. Finalmente,
ele pôs um outro dedo e tateou seu caminho, enquanto mordia
o pescoço dela; ela tinha libertado seu órgão
e agora pressionava suas mãos sobre as nádegas dele.
Alguns segundos depois, Kurama deixou os dedos deslizarem para fora
e agarrou as coxas dela, enquanto cuidadosamente começava
a penetrá-la. Sentiu um pouco de resistência e espantou-se
por descobrir a virgindade dela. Ele forçou o pênis
um pouco e a viu morder o lábio inferior. Beijou-lhe os lábios
e então o ouvido, enquanto sussurrava: "Não vou
te machucar mais," Ele forçou de novo e seu membro mergulhou
dentro dela. Imediatamente ele começou a mover-se para frente
e para trás, sentindo seu orgasmo próximo de chegar.
Akane cravou as unhas nas costas dele e ambos ofegaram, enquanto
moviam juntos. Do nada, Kurama levantou seu corpo, apoiando suas
mãos nos seios dela, enquanto continuava a apunhalar. De repente
Akane sentiu uma onda quente, vindo de sua virilha pecorrendo todo
seu corpo e sua mente deixando tudo para trás, a não
ser o corpo de Kurama sobre ela, as mãos agarrando seus seios,
o pênis movendo-se cada vez mais rápido. Ouviu Kurama
gritar, enquanto um jato de algum líquido jorrou de seu membro,
inundando seu interior. Akane ouviu a si mesma gritando, enquanto
o próprio corpo estremecia com o orgasmo. Kurama caiu sobre
ela, arfando. Ela o abraçou e beijou sua testa suada.
Obaki apressou seus passos na direção de Taaro, mentalmente
xingando sua estupidez. Por que aquele imbecil usara uma técnica
como o 'Buraco Negro'? E ele o fizera dentro do covil. Obaki rangeu
os dentes. Tinha certeza de que ela não era tão forte
a ponto de forçá-lo a fazer aquilo. Quando ela partira
era fraca e ele tinha a maldita certeza de que não recebera
um treinamento apropiado. Então por que aquele desmiolado
fizera aquilo? Matarei ele, se necessário.
Obaki ponderou em usar Hiei para matar Taaro se necessário.
Afinal de contas, tinha que fazer Hiei aprender todo seu poder. Lutar
com Taaro deveria ser um bom treino. Embora Taaro fosse um youkai
estúpido, seu poder era incrível. Obaki sorriu em falso
e ordenou Hiei que o seguisse. O meio-koorime estava hesitante em
o fazer e Obaki lembrou-se de melhorar seu controle mental sobre
Hiei. Enfim o convecera.
Encontrou Taaro de joelhos, agarrando onde deveria ser seu punho
esquerdo. Sangue coagulado estava salpicado em sua roupa e o cabelo
ruivo estava desalinhado, caindo solto em volta do rosto. Ergueu
os olhos, quando sentiu a presença de seu toosan e Obaki pôde
ver seus olhos injetados. Obaki voltou seu olhar para a parede de
pedra que fora atingida pelos ataques de ki de Taaro e deu uma olhada
na esfera negra. Ele ouviu Taaro falar fracamente:
"Acabei com eles, senhor. Eu a matei; ela não será capaz
de nos ameaçar mais,"
"Desde quando ela teve algum poder para me atingir?" Obaki
perguntou, ácido. Virou-se para encará-lo. "Ela é fraca,
assim como você, Taaro, já que teve de usar uma técnica
tão perigosa como esta," ele apontou com o dedo indicador
para a esfera. "para feri-los." continuou.
"Toosan," disse fracamente taaro. "Está certo,
são fracos, mas eles - eles podem nos enganar!" como
que para provar o que estava dizendo, Taaro mostrou-lhe a mão
perdida para seu pai.
"Quer dizer que podem enganar *você*," Obaki falou
acidamente. "O Buraco Negro pode destruir tudo aqui; é melhor
você evitar isso, ou então até mesmo sua alma
será aniquilada pelas minhas mãos."
Horrorizado, Taaro desviou os olhos, mordendo seu lábio.
Ele não poderia impedir que o Buraco Negro seguisse seu ciclo. "Farei
o melhor, otoosama."
Obaki sorriu em falso, sabendo que Taaro não seria capaz
de deter sua técnica a menos que morresse. Olhou de esguelha
para o corredor e viu Hiei parado ali, esperando por suas ordens.
"Melhor fazer isso," ele disse, acenando para Hiei. "Se
quer manter-se vivo. Hiei, lute com ele até a morte."
Hiei assentiu e esperou que Obaki se afastasse; então agarrou
repentinamente sua espada e pulou na direção de Taaro.
Kuwabara sentou-se, observando a saída, tentando descobrir
como derrubar a barreira de youki. Yusuke andava de um lado para
o outro, impacientemente, xingando baixinho. De vez em quando, uma
idéia surgia na sua mente, mas logo depois era descartada
como inútil.
"Droga! Quero cair fora daqui e chutar o rabo de Obaki e Hiei," Yusuke
declarou pela décima vez.
"Baka na," murmurrou de volta Kuwabara, enquanto respirava
profundamente e voltava seus pensamentos para o problema.
"Gostaria de explodir essa maldita barreira," disse acidamente
Urameshi. Arregalou os olhos para Kuwabara, quando seu amigo levantou-se
do nada, gritando.
"É isso! É isso!"
"O quê?" Yusuke franziu o cenho.
"Vamos explodir a barreira. Ela suga ki, não é?
Talvez possa explodir se dermos muito reiki para drenar," explicou
Kuwabara, rindo. "Sabia que descobriria!"
"Certo, vamos supor que esteja certo. Como vamos alimentar
isso sem tocá-la?" perguntou Urameshi.
"Simples. Você vai atirar o Shot Gun, com força
total. Então vou usar meu Rei Ken para alimentá-la
sem parar até que ela exploda,"
"Enlouqueceu? E se você for sugado antes que ela se desfaça?"
"Bem, não pensei nisso," Kuwabara coçou
a nuca. "De qualquer forma, temos que tentar. Não tem
nada mais que possamos fazer. Se eu perceber que não vou agüentar
isso, eu paro." ele mentiu.
"Promete?"
"Claro. Sabe que sempre quis chutar o rabo de Hiei," caçoou.
Ambos riram alto.
Urameshi atirou seu Shot Gun, então. Cada vez que a barreira
era tocada, um brilho aparecia e rapidamente desvanecia-se, absorvendo
o ki. Yusuke olhou para Kuwabara quando terminou; seu amigo afastou-se
da barreira e conjurou a Rei Ken e então ordenou que ela crescesse
três vezes o seu tamanho e direcionou-a para a parede de youki.
Assim que foi tocada, Kuwabara sentiu-se tonto; seu reiki estava
sendo sugado mais rápido do que pensara que seria, e rezou
que seu plano funcionasse..
Yusuke olhou fixadamente para Kuwabara, enquanto ele fazia uma careta.
O meio-youkai notou que seu amigo estava fazendo o máximo
possível para agüentar, contudo seus esforços
eram quase inúteis. Yusuke deu uma olhada na barreira e seus
se arregalaram, enquanto a via surgir do nada. Ela estava drenando
energia incrivelmente rápido, e logo começou a brilhar.
Yusuke ouviu um som de baque seco e olhou para trás. Kuwabara
estava de joelhos, grandes gotas de suor escorrendo de seu rosto,
sua expressão mostrando cansaço.
"Já basta, Kuwabara. Eu disse que já basta!" Yusuke
disse, preocupado.
"Eu, eu, eu já tentei." Kuwabara disse fracamente,
então tentou sorrir, mas foi uma careta o que apareceu.
Yusuke apertou os dentes e deu uma olhada na barreira. Então
ele se colocou por trás do amigo e apoiou as mãos nos
ombros dele. Ele gritou enquanto sentia seu reiki fluindo rapidamente.
Agüente, ele pensou, por Kuwabara. Dois minutos se passaram,
e finalmente Kuwabara ouviu um rangido. A barreira de youki estava
cedendo.
"Está se des-desfazendo," gaguejou Yusuke.
"Sabia que estava certo,"
O brilho da barreira aumentou mais e ambos fecharam os olhos; o
rangido ficou mais forte e uma explosão foi ouvida. Os corpos
de Kuwabara e Urameshi foram atirados contra uma parede de pedra.
Urameshi foi o primeiro a se levantar. Sacudiu a cabeça e
olhou em volta, procurando Kuwabara.
"Como está?" ouviu Kuwabara perguntar ao seu lado.
Voltou a cabeça e sorriu.
"Estou todo dolorido, mas estou morrendo de vontade de detonar
Obaki. Vamos!"
"Já, já! Assim que minhas pernas começarem
a me obedecer."
"Certo. De qualquer forma, que caminho acha que devemos tomar?" perguntou
Yusuke, enquanto ajudava Kuwabara a se levantar. Seu amigo pensou
um pouco e então respondeu:
"Continue andando. Meu reiki está baixo, mas tentarei
sentir o ki de alguém."
O borrão de Hiei parecia estar em todo lugar, quando visto
por olhos comuns. Ele atacava Taaro de vez em quando, mas Taaro sempre
parecia saber daonde ele vinha. Hiei pousou alguns metros adiante
de seu oponente, enfim. Um canto de sua boca levantou-se, enquanto
observava Taaro ajoelhando-se. Ele agarrava a espada cravada no abdômen
e a removia. Seu corpo estremeceu e ele vomitou sangue. De olhos
injetados, Taaro olhou furiosamente para Hiei e se pôs de pé dolorosamente.
Hiei não lhe deu tempo para pensar, uma aura negra brilhando
em volta dele. Ele avançou, atacando-o.
"Jaou Ensatsu Rengokushoo!"
Desnorteado, Taaro defendeu-se na hora. Apertando os dentes, socou
Hiei no estômago. Hiei engasgou e dobrou-se, mãos sobre
o estômago. Também apertando os dentes, Hiei deu alguns
passos para trás. Olharam furiosos um para o outro, enquanto
ambos faziam com que seus próprios jagans se abrissem.
Kurama rolou o corpo para o lado e pegando suas roupas, começou
a vesti-las. Ainda deitada, Akane o observava cuidadosamente, sua
mente trabalhando rápido. Tinha a maldita certeza de que Kurama
não percebia que estavam em perigo de morrer logo. Ela gostaria
de esquecer aquilo, só ficar ali, sendo abraçada por
ele, fazendo amor. Mas a realidade lhe sobreveio quando ele começou
a juntar as roupas. Ela lembrou-se aonde estavam, porque estavam
ali. Akane simplesmente não sabia porque fizera aquilo. Respondera
aos toques dele por impulso, contudo fizera aquilo antes e conseguira
detê-lo. Por que não agora? Perdida em
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pensamentos,
Akane não notou que começara a acariciar a cauda felpuda,
descansando sobre seu abdômen.
"Akane-chan," a voz profunda dele quebrou o silêncio. "Vista-se. É melhor
descobrirmos onde estamos e como sair daqui,"
"Hn. Acho que tenho suas respostas," ela disse pregüiçosamente.
"E quais são?" perguntou sorrindo, então
beijou suavemente os lábios dela.
Akane sentou-se e começou a se vestir, enquanto falava: "Buraco
Negro é uma técnica antiga, poderosa - e perigosa.
O que sabe sobre os buracos negros que existem no universo?"
"Quer dizer que-?" Kurama olhou para ela, confuso.
"Hai. Estamos num Buraco Negro. Como num buraco negro comum,
sua massa original é muito concentrada, então tudo
pesa mais, é por isso que estamos nos sentindo tão
pesados. Ele absorve tudo, por isso é escuro. E, o pior de
tudo, após algum tempo, ele se expande e então se contrái
novamente. Fomos engolidos quando ele cresceu e vamos ser esmagados
quando ele se concentrar de novo. Então ele vai explodir."
Kurama estremeceu enquanto a ouvia. "Por que não me
avisou disso? Poderíamos tentar escapar?"
"Nunca vi esta técnica em uso; só ouvi falar
dela. Pensei que apenas Obaki consiguisse usá-la." Kurama
puxou-a para si, e olhando dentro de seus olhos, perguntou:
"Se vamos morrer, por que não me conta sobre você Hiei?"
"Não vamos morrer, raposa. Apenas se Obaki quiser. O
Buraco Negro vai destruir tudo em quilometros. Ele tem que detê-lo,
ou então ele morrerá também," ela disse
suavemente, sorrindo em falso.
"Não me respondeu," Kurama insistiu, agarrando
o braço dela.
"Não tem nada a ser dito," contudo Kurama notou
uma sombra de tristeza no seu tom, enquanto ela desviava o olhar.
Com Kuwabara se apoiando em seus ombros, Yusuke seguiu pelo caminho
em direção a Taaro e Obaki. De vez em quando eles paravam
porque Kuwabara precisava de algum descanso, enquanto sentia o youki
do inimigo. Ele fez uma careta quando sentiu muito youki junto. Um
deles o grandalhão reconheceu como sendo o de Obaki e um canto
da sua boca levantou-se. Ainda reconheceu outro como sendo o de Hiei,
embora fosse difícil de detectar por causa da aura de Obaki
sobre ele. Mais dois kis estavam próximos a eles, mas ele
não os sentira antes. Um deles era incrivelmente poderoso
e Kuwabara se perguntou de quem seria. Estremeceu pensando em lutar
contra um ki daqueles.
Kuwabara gesticulou para Yusuke continuar e logo, sons de batalha
atingiram seus ouvidos.
"Se saiu bem, amigo," murmurrou Yusuke.
Kuwabara bufou e resmungou um 'Hai'. Engatinhando, ambos se paroximaram
de uma entrada que haviam encontrado. Tomaram cuidado para não
serem vistos por ninguém e ficaram ali, observando a cena
adiante.
Tanto Hiei quanto Taaro tinham aberto seus jagan, que brilhavam
em púrpura. Hiei cerrouos punhos com força, seu youki
negro enrodilando-se a sua volta, acumulando-se. Seu rosto não
mostrava nenhuma expressão de raiva, apesar de ameaçador.
Taaro tinha seu rosto contorcido, como numa careta, sangue pingando
de vários pontos de seu corpo. Sua aura brilhava em vermelho
ao seu redor, concentrando-se num ponto a alguns milímetros
acima de sua cabeça.
Mais uma vez, Hiei atacou Taaro com seus punhos expelindo fogo negro
e mais uma vez, o youkai os evitou. Rangendo os dentes, Hiei invocou
a espada negra rapidamente e atingiu o inimigo no braço. Segurando
um grito de dor, Taaro pulou para trás, agora sem seu braço
esquerdo. Taaro olhou furiosamente para Hiei, com olhos injetados
e apertou os dentes fortemente. Olhou de esguelha para o pai, então.
Não vou deixar você me matar. Vou provar que sou melhor
do que esses seus bastardos. Seu único punho cerrou-se e um
grito de guerra saiu da boca de Taaro; seu youki começou a
se contorcer violentamente em volta do ruivo. Com um outro grito,
o youki se expandiu de repente, fazendo com que um sopro de vento
passasse pela câmara. Hiei protegeu seus olhos com um braço
e Obaki não moveu um músculo.
O ventou amainou-se e Hiei olhou para Taaro. Seus olhos se arregalaram
e chocado, ele observou as mudanças no seu inimigo. As mãos
de Taaro haviam murchado, suas unhas se tornando garras. O rosto
esticou-se um pouco e os ossos estavam mais salientes, a pele parecia
estar seca, escamosa. Assemelhava-se de alguma forma com um lagarto.
Hiei aumentou seu poder, a tatuagem do dragão negro aparecendo
em volta de seu braço direito. O kokuryuha estava pronto para
descarregar, mas Hiei o deteve quando Taaro começou a falar,
não para ele, mas para Obaki.
"Segui você toda a minha vida. Não vou te dar
uma chance de me matar!"
"Tolo. Está esgotado. Gastou energia para criar o Buraco
Negro e está seriamente ferido, não tem youki para
me enfrentar," Obaki riu.
Em fúria, Taaro avançou para Obaki; antes que pudesse
chegar mais perto, Obaki esticou um braço a frente e um raio
de ki atingiu Taaro no estômago. Hiei viu o ruivo tossir com
sangue, enquanto era atirado para trás. Um buraco havia sido
feito em seu estômago e ele caiu numa poça de sangue,
absolutamente morto.
"Você sabia que o fogo negro não seria nada para
ele. Por que não usou sua habilidade secreta?" Hiei voltou
sua cabeça para Obaki, mas não respondeu sua pergunta.
Obaki esperou por alguns segundos por uma resposta, mas então
desistiu. Sorriu e voltou sua cabeça para abertura. "Vocês
dois podem entrar agora. Eu quero mesmo saber como sairam da cela," disse.
Yusuke e Kuwabara trocaram olhares e decidiram se mostrarem. Ao
mesmo tempo, o Buraco Negro parecia se extinguir lentamente, tons
de cinza tomando conta dele.
"Nossos últimos convidados vão aparecer. Podemos
começar nossa festa imediatamente." Obaki caçoou.
Confusos, Yusuke e Kuwabara olharam fixo para ele, mas desviaram
o olhar, quando um zunido foi ouvido e o buraco negro se desfez.
"Kurama!" gritaram os dois em uníssono, e correram
até ele. Kurama e Akane estavam sentados, confusos. "Vocês
estão bem?" perguntou Kuwabara, oferecendo uma mão
para Akane. O casal assentiu.
"O que aconteceu?" Kurama perguntou fracamente. Sentia-se
um pouco fraco, mas estando num meio pesado e agora num leve, o fazia
sentir-se mais ágil e sua força estava voltando rápido.
Apoiando-se em Kuwabara, Akane olhou em redor e encontrou Hiei.
Ela pareceu aflita e desviou o olhar, somente para encarar Obaki
e o rosto dela tornou-se pálido.
"...E Hiei está trabalhando para Obaki. Não consigo
entender nada direito, mas agora que vocês estão aqui,
vamos acabar com eles e dar o fora daqui." Yusuke estava contando.
"Hiei está obedecendo Obaki?" Akane perguntou,
espantada. Seu coração estava acelerado.
"Acho que sim," retrucou Kuwabara.
"Eu lhe disse. Não consiguiria escondê-lo de mim.
Estava realmente me perguntando quando me faria uma visita, Hiryu." todos
voltaram as cabeças na direção de Obaki, confusos.
"Quem diabos é Hiryu?" perguntou Yusuke para Kurama.
A raposa deu de ombros, mas olhou curioso para Akane. Ela não
prestou nenhuma atenção neles e manteve seus olhos
em Obaki e Hiei. Finalmente, ela sorriu amargamente e disse:
"Oi, toosan."
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