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Um Elo Com o Passado
por Rechan

Capítulo 8 - O Covil do Dragão

"Hiei!" exclamou Yusuke. "Ei, cara! Você está bem?" Kuwabara levantou uma sobrancelha, enquanto observava Hiei olhar de cra feia para Yusuke.

"Não é da sua conta," replicou o koorime. Novamente, Kuwabara arregalou os olhos para Hiei. Aquilo era incomum de Hiei. O comportamento dele era terrível, mas para com Urameshi. Kuwabara sentiu uma estranha onda de ki, enrolando-se ao redor de Hiei, então. O mesmo youki que exalava de cada canto daquele labirinto. O ningen piscou duas vezes enquanto o reconhecia. Ainda podia sentir seus olhos frios, o poder emergindo dele. O youki de Obaki estava engolfando Hiei por completo.

"Eh, que seja. Vamos, ajude-nos a sair daqui; sabe o que fazer, certo?" Urameshi perguntou, parecendo não perceber a aura de Hiei.

Hiei ergueu um canto de sua boca e bufou. "Claro que sei."

"E aí?"

"E aí o quê?" Hiei voltou-se e encaminhou-se para a escuridão. "Temos planos para você, mas eles não incluem te libertar. Então, aprecie sua companhia imbecil enquanto isso."

"Nani?!"

"Hiei, seu maldito vira-casaca. Volte aqui!" berrou Kuwabara, mas Hiei nunca voltou.

"Kuwabara. O que você acha que ele quis dizer com 'nós'? Ele devia estar encarcerado," murmurrou Urameshi.

"Acho que vinhemos aqui salvar alguém que não precisa. Yusuke, acho que Hiei está trabalhando com Obaki, e eu não gostei mesmo quando ele falou que tinham planos."

"Você-? Hiei não é um vira-casaca. Talvez Obaki tenha feito algo nele," Yusuke voltou seu olhar para Kuwabara, que ainda mantinha seus olhos onde Hiei se fora.

"Talvez. De qualquer forma, temos que cair fora daqui. Tenho um pressentimento de que Kurama precisa de uma mão,"

"Certo. Então, já que não podemos sair por aqui," Yusuke falou, apontando aonde a barreira de youki invisível estava. "Vamos sair por aqui." ele concluiu, virando de costas, onde havia uma parede de pedra. Yusuke cerrou seu punho direito e concentrou seu reiki nele; lentamente, começou a brilhar. "Vou fazer um grande buraco aqui. SHOT G-! Ahhh!" Yusuke foi lançado de repente e colidiu contra a parede. Dolorosamente, ajoelhou-se e sacudiu a cabeça. Apoiando uma mão na parede, ele se levantou e olhou para trás, procurando seu agressor.

"Hiei! Por que diabos você fez isso?" Kuwabara rugiu. Hiei simplesmente sorriu falsamente. "Filho da mãe! Você nem se importa, não é? Nunca se importou conosco." finalmente, Kuwabara lembrou-se de Yusuke e apressou-se para ajudá-lo.

"Por que está agindo assim, cara?" arfou Urameshi, apoiando-se no ombro de Kuwabara.

"Já disse. Temos planos para você."

"Que tipo de planos?" Kuwabara inquiriu. Hiei olhou para ele, divertido.

"Nenhum para você, idiota. Só para Yusuke. Gostaríamos de saber quanto conseguiríamos tirar de seu reino, já que ele está preso aqui,"

"O quê?! Hiei, do que está falando? Isso é bobagem!" gritou Urameshi.

"Acha? Vamos ver o que seus súditos dizem quando souberem de sua presença aqui. O melhor que faz agora é desejar que eles gostem de servi-lo." o koorime riu alto.

"Desde quando está trabalhando para Obaki, tampinha? Não consigo acreditar que fomos enganados assim," discutiu Kuwabara.

"O que ele te prometeu?" perguntou o meio-youkai.

"Nada. Somente me mostrou meu verdadeiro poder. Posso superar a classe S a qualquer momento."

"Você já era poderoso, seu estúpido. Por que precisa de mais poder?"

Hiei juntou as sombracelhas e pareceu a Kuwabara que ele estava um pouco confuso. Mais uma vez ele sentiu o youki de Obaki contorcendo-se ao redor de Hiei. Cada vez mais o ningen estava ficando certo de que Obaki de algum modo estava controlando o amigo deles. Precisava encontrar as palavras certas, para fazê-lo ouvir a razão, contudo Kuwabara reconhecia que não era um serviço para ele. Hiei nunca o ouviria; e a única pessoa que poderia fazer isso estava perdido em algum lugar dentro daquele maldito labirinto. Apenas Kurama poderia convencer Hiei, mas quem sabia aonde Kurama estava?

Obaki esfregou suas tempôras mais uma vez. Sentia-se esgotado; normalmente sentia-se assim depois de manipular a mente de alguém, contudo a mente de Hiei era mais forte do que pensara. Compreendera que não era apenas por causa do jagan dele, mas também por causa de sua teimosia. Mesmo assim, tivera que admitir para si mesmo que sozinho não conseguiria fazer nada. Se não tivesse enviado Kuria para vê-lo, todos seus planos seriam frustados imediatamente. Obaki sorriu enquanto lembrava-se do corpo sensual de Kuria. Ela tinha o poder de manipular mentes usando seu corpo. Uma vez ela tentara controlar Obaki, mas foi frustada pelo jagan. De modo que Obaki não a matasse, ela tornou-se uma de suas seguidoras fiéis.

O som de fogo crepitando chamou sua atenção e ele baixou os olhos, para a lareira. Obaki fez uma carranca. Só tivera tempo de mostrar possibilidades a Hiei; ele precisava fazer o verdadeiro poder dele surgir. Uma vez engolido pelo poder, Hiei nunca pensaria em traí-lo. Obaki inspirou profundamente, enquanto fechava os olhos. Lentamente, seu terceiro olho começou a se abrir e Obaki sondou por todo seu covil, procurando pelo paradeiro de Hiei.

Obaki sentiu o youki de Hiei próximo àqueles dois idiotas que vieram resgatá-lo e franziu o cenho. Contudo, um outro youki chamou sua atenção e Obaki dirigiu sua visão na direção dele. Viu a cena como se estivesse lá. Seu filho, Taaro, havia atirado uma esfera de youki contra um casal, e ambos foram engolfados por ela antes que pudessem reagir. Obaki nunca soubera o que o tornou irado de início. Se fora por causa da imprudência de Taaro ou por reconhecer a garota acompanhando Youko Kurama. Profundamente enfurecido, Obaki levantou-se e encaminhou-se na direção de Taaro.

"BURACO NEGRO!"

Com este grito, a bola negra de energia obedeceu seu criador e foi atrás deles. Ele tentou desviar-se, mas em vão. A esfera colidiu contra eles e ele sentiu o próprio corpo sendo anestesiado. Ouviu um grito de mulher e lentamente sua mente processou os dados. Quando enfim percebeu que era de Akane, ele tentou esticar uma mão até ela, mas tocou o vazio. Ao mesmo tempo, sentiu o próprio corpo queimando e escutou um outro grito, levando alguns minutos para reconhece-lo como seu. Perguntava-se se estava sendo derretido. Então, inesperadamente, sentiu uma pressão por todo corpo e uma profunda escuridão tomou conta de seus olhos. Lentamente, todos os sons foram se desvanescendo e ele desmaiou.

Levou alguns segundos para Kurama notar que seus músculos respondiam aos seus comandos novamente. Apertou os lábios e então abriu os olhos imediatamente. Apoiou as mãos no chão enquanto olhava em volta lentamente. Sua mente ainda estava confusa e a visão estava acostumando-se com a escuridão que cobria tudo. Finalmente, ele sentou-se, e tentou organizar os pensamentos. Respirava com dificuldade, apenas então percebendo quão pouco oxigênio havia ali.

Um gemido chegou aos seus ouvidos e de novo ele olhou em volta, procurando pela fonte. Logo notou um mulher deitada, parecendo estar ferida e tentou levantar-se e ir até ela, mas suas pernas não suportaram seu peso. Ergueu uma sombracelha, confuso. Perguntava-se porque sentia-se como se pessasse toneladas. Deu de ombros e engatinhou até ela.

Kurama sentou-se próximo a ela, e virou-a para encará-lo. Sabia que tinha que reconhecê-la, mas sua mente recusava-se a fazê-lo. O youko esfregou sua nuca e esperou que a memória voltasse. Enquanto isso, decidiu comtemplar o corpo prostado. Seu olhar vagou de cima a baixo, detendo-se por alguns segundos mais nos seios parcialmente visíveis. Descaradamente, Kurama tocou levemente a curva do seio. Sentiu-a tremendo sob seu toque gentil e encarou-a. Os olhos dela estavam abertos, olhando feio para ele, mas ao mesmo tempo confusa.

"Corajoso," ela sussurrou, enquanto lambia os lábios. Sua mente ainda estava confusa e não entedia porque aquele simples gesto dela disparara um gatilho dentro dele. Kurama desejou o corpo dela instantâneamente e inclinou-se, pressionando seus lábios contra os olhos fechados dela. Sentiu-a respirando profundamente e seu desejo aumentou. Lentamente, seus lábios desceram, tocando levemente o nariz, bochechas e então os lábios dela. Inspirou o ar que ela exalava e pressionou os lábios contra os dela. Sua língua saiu e trilhou os lábios, então forçando entre eles para se abrirem. A boca dela abriu-se lentamente, enquanto uma mão mão acariciava o rosto dele e agarrava seu cabelo quando ele mergulhou sua língua dentro da boca dela. Kurama sentiu a língua dela procurando pela sua, faminta, aprofundando o beijo enquanto ela abria ainda mais a boca.

Kurama deitou-se ao lado dela, parando o beijo, então. Ele descansou a cabeça no ombro dela e aconchegou-se na sua cintura. Sua cauda balançou e descansou entre as pernas dela. Não conversaram até Kurama esticar o pescoço e beijar seu queixo, enquanto a mão dele começou a deslizar para cima, para o colarinho dela, alguns minutos depois. Ele desabotoou o colete dela, enquanto ela o removia, desajeitada. Ele sorriu para ela e ajudou-a. Baixou os olhos, observando seus seios nus subirem e descerem enquanto ela respirava. Uma mão agarrou um mamilo e brincou com ele, enquanto seus lábios começavam a beijá-la no pescoço e lentamente desciam, até encontrar o outro seio. Ela gemeu enquanto agarrava com força o cabelo dele. Os dedos dele apertaram um de seus mamilos, enquanto seus dentes mordiscavam o outro, e lambia-o, enquanto ela contorcia-se de prazer, gemendo.

Akane puxou a cabeça dele para cima, para encará-la. Respirando com dificuldade, ela ergueu um pouco seu corpo, procurando por seus lábios. Ele a respondeu prontamente e puxou-a para si, até que ela sentou sobre ele. Continuaram o beijo, enquanto Kurama fazia suas mãos vagarem pelas costas dela. As mãos de Akane desceram até sua cintura, agarrando uma faixa, que era usada por ele como cinto, e tirou-a. Kurama pressionou as mãos nos quadris dela e deixou-a fazer o que queria, apreciando cada toque. Akane removeu a camisa facilmente e sua mão vagou pelo peito, dedilhando os mamilos e sendo recompensada por gemidos de prazer dele. Ela parou o beijo, rindo. Inclinou-se e sua língua tinha acabado de tocar levemente um mamilo quando ele a puxou de volta e a própria boca dele apoderou-se de um seio, sugando-o. Akane murmurrou seu nome e arfou enquanto agarrava-se ao cabelo dele. As mãos de Kurama agarraram com força os quadris dela e puxou-os para si, cuidadosamente então deitando-a no chão, enquanto ele deitava-se sobre ela.

Enquanto a boca dele tomava o outro seio, Akane pôde sentir uma pressão sobre sua virilha. A ereção dele estava atingindo aquela região e ela estremeceu sob aquele toque. Sentia-se quente de repente, o suor aparecendo em seu corpo enquanto as mãos deslizavam para sua cintura e habilidosamente abriam sua calça e começavam a tirá-la. Kurama terminou com o seio e ajoelhou-se entre as pernas dela. Olhou fixo para seu rosto por alguns segundos, antes de tirar a calça dela. Ele inclinou-se novamente, beijando-a e suas mãos começaram a remover a própria calça.

Com seu membro finalmente livre, Kurama começou a brincar com ela, tocando com ele sua abertura gentilmente. Ela gemia de vez em quando, e ele percebeu que estava para gozar, quando ela apoderou-se de seu pênis e o massageou. Sem pensar duas vezes, preparou seu caminho, pondo um dedo na abertura, estremecendo quando ela estremecia; um dedo entrou facilmente e ele quase gozou quando a ouviu gemer de prazer depois de ter gritado suavemente seu nome. Finalmente, ele pôs um outro dedo e tateou seu caminho, enquanto mordia o pescoço dela; ela tinha libertado seu órgão e agora pressionava suas mãos sobre as nádegas dele.

Alguns segundos depois, Kurama deixou os dedos deslizarem para fora e agarrou as coxas dela, enquanto cuidadosamente começava a penetrá-la. Sentiu um pouco de resistência e espantou-se por descobrir a virgindade dela. Ele forçou o pênis um pouco e a viu morder o lábio inferior. Beijou-lhe os lábios e então o ouvido, enquanto sussurrava: "Não vou te machucar mais," Ele forçou de novo e seu membro mergulhou dentro dela. Imediatamente ele começou a mover-se para frente e para trás, sentindo seu orgasmo próximo de chegar.

Akane cravou as unhas nas costas dele e ambos ofegaram, enquanto moviam juntos. Do nada, Kurama levantou seu corpo, apoiando suas mãos nos seios dela, enquanto continuava a apunhalar. De repente Akane sentiu uma onda quente, vindo de sua virilha pecorrendo todo seu corpo e sua mente deixando tudo para trás, a não ser o corpo de Kurama sobre ela, as mãos agarrando seus seios, o pênis movendo-se cada vez mais rápido. Ouviu Kurama gritar, enquanto um jato de algum líquido jorrou de seu membro, inundando seu interior. Akane ouviu a si mesma gritando, enquanto o próprio corpo estremecia com o orgasmo. Kurama caiu sobre ela, arfando. Ela o abraçou e beijou sua testa suada.

Obaki apressou seus passos na direção de Taaro, mentalmente xingando sua estupidez. Por que aquele imbecil usara uma técnica como o 'Buraco Negro'? E ele o fizera dentro do covil. Obaki rangeu os dentes. Tinha certeza de que ela não era tão forte a ponto de forçá-lo a fazer aquilo. Quando ela partira era fraca e ele tinha a maldita certeza de que não recebera um treinamento apropiado. Então por que aquele desmiolado fizera aquilo? Matarei ele, se necessário.

Obaki ponderou em usar Hiei para matar Taaro se necessário. Afinal de contas, tinha que fazer Hiei aprender todo seu poder. Lutar com Taaro deveria ser um bom treino. Embora Taaro fosse um youkai estúpido, seu poder era incrível. Obaki sorriu em falso e ordenou Hiei que o seguisse. O meio-koorime estava hesitante em o fazer e Obaki lembrou-se de melhorar seu controle mental sobre Hiei. Enfim o convecera.

Encontrou Taaro de joelhos, agarrando onde deveria ser seu punho esquerdo. Sangue coagulado estava salpicado em sua roupa e o cabelo ruivo estava desalinhado, caindo solto em volta do rosto. Ergueu os olhos, quando sentiu a presença de seu toosan e Obaki pôde ver seus olhos injetados. Obaki voltou seu olhar para a parede de pedra que fora atingida pelos ataques de ki de Taaro e deu uma olhada na esfera negra. Ele ouviu Taaro falar fracamente:

"Acabei com eles, senhor. Eu a matei; ela não será capaz de nos ameaçar mais,"

"Desde quando ela teve algum poder para me atingir?" Obaki perguntou, ácido. Virou-se para encará-lo. "Ela é fraca, assim como você, Taaro, já que teve de usar uma técnica tão perigosa como esta," ele apontou com o dedo indicador para a esfera. "para feri-los." continuou.

"Toosan," disse fracamente taaro. "Está certo, são fracos, mas eles - eles podem nos enganar!" como que para provar o que estava dizendo, Taaro mostrou-lhe a mão perdida para seu pai.

"Quer dizer que podem enganar *você*," Obaki falou acidamente. "O Buraco Negro pode destruir tudo aqui; é melhor você evitar isso, ou então até mesmo sua alma será aniquilada pelas minhas mãos."

Horrorizado, Taaro desviou os olhos, mordendo seu lábio. Ele não poderia impedir que o Buraco Negro seguisse seu ciclo. "Farei o melhor, otoosama."

Obaki sorriu em falso, sabendo que Taaro não seria capaz de deter sua técnica a menos que morresse. Olhou de esguelha para o corredor e viu Hiei parado ali, esperando por suas ordens.

"Melhor fazer isso," ele disse, acenando para Hiei. "Se quer manter-se vivo. Hiei, lute com ele até a morte."

Hiei assentiu e esperou que Obaki se afastasse; então agarrou repentinamente sua espada e pulou na direção de Taaro.

Kuwabara sentou-se, observando a saída, tentando descobrir como derrubar a barreira de youki. Yusuke andava de um lado para o outro, impacientemente, xingando baixinho. De vez em quando, uma idéia surgia na sua mente, mas logo depois era descartada como inútil.

"Droga! Quero cair fora daqui e chutar o rabo de Obaki e Hiei," Yusuke declarou pela décima vez.

"Baka na," murmurrou de volta Kuwabara, enquanto respirava profundamente e voltava seus pensamentos para o problema.

"Gostaria de explodir essa maldita barreira," disse acidamente Urameshi. Arregalou os olhos para Kuwabara, quando seu amigo levantou-se do nada, gritando.

"É isso! É isso!"

"O quê?" Yusuke franziu o cenho.

"Vamos explodir a barreira. Ela suga ki, não é? Talvez possa explodir se dermos muito reiki para drenar," explicou Kuwabara, rindo. "Sabia que descobriria!"

"Certo, vamos supor que esteja certo. Como vamos alimentar isso sem tocá-la?" perguntou Urameshi.

"Simples. Você vai atirar o Shot Gun, com força total. Então vou usar meu Rei Ken para alimentá-la sem parar até que ela exploda,"

"Enlouqueceu? E se você for sugado antes que ela se desfaça?"

"Bem, não pensei nisso," Kuwabara coçou a nuca. "De qualquer forma, temos que tentar. Não tem nada mais que possamos fazer. Se eu perceber que não vou agüentar isso, eu paro." ele mentiu.

"Promete?"

"Claro. Sabe que sempre quis chutar o rabo de Hiei," caçoou. Ambos riram alto.

Urameshi atirou seu Shot Gun, então. Cada vez que a barreira era tocada, um brilho aparecia e rapidamente desvanecia-se, absorvendo o ki. Yusuke olhou para Kuwabara quando terminou; seu amigo afastou-se da barreira e conjurou a Rei Ken e então ordenou que ela crescesse três vezes o seu tamanho e direcionou-a para a parede de youki. Assim que foi tocada, Kuwabara sentiu-se tonto; seu reiki estava sendo sugado mais rápido do que pensara que seria, e rezou que seu plano funcionasse..

Yusuke olhou fixadamente para Kuwabara, enquanto ele fazia uma careta. O meio-youkai notou que seu amigo estava fazendo o máximo possível para agüentar, contudo seus esforços eram quase inúteis. Yusuke deu uma olhada na barreira e seus se arregalaram, enquanto a via surgir do nada. Ela estava drenando energia incrivelmente rápido, e logo começou a brilhar. Yusuke ouviu um som de baque seco e olhou para trás. Kuwabara estava de joelhos, grandes gotas de suor escorrendo de seu rosto, sua expressão mostrando cansaço.

"Já basta, Kuwabara. Eu disse que já basta!" Yusuke disse, preocupado.

"Eu, eu, eu já tentei." Kuwabara disse fracamente, então tentou sorrir, mas foi uma careta o que apareceu.

Yusuke apertou os dentes e deu uma olhada na barreira. Então ele se colocou por trás do amigo e apoiou as mãos nos ombros dele. Ele gritou enquanto sentia seu reiki fluindo rapidamente. Agüente, ele pensou, por Kuwabara. Dois minutos se passaram, e finalmente Kuwabara ouviu um rangido. A barreira de youki estava cedendo.

"Está se des-desfazendo," gaguejou Yusuke.

"Sabia que estava certo,"

O brilho da barreira aumentou mais e ambos fecharam os olhos; o rangido ficou mais forte e uma explosão foi ouvida. Os corpos de Kuwabara e Urameshi foram atirados contra uma parede de pedra. Urameshi foi o primeiro a se levantar. Sacudiu a cabeça e olhou em volta, procurando Kuwabara.

"Como está?" ouviu Kuwabara perguntar ao seu lado. Voltou a cabeça e sorriu.

"Estou todo dolorido, mas estou morrendo de vontade de detonar Obaki. Vamos!"

"Já, já! Assim que minhas pernas começarem a me obedecer."

"Certo. De qualquer forma, que caminho acha que devemos tomar?" perguntou Yusuke, enquanto ajudava Kuwabara a se levantar. Seu amigo pensou um pouco e então respondeu:

"Continue andando. Meu reiki está baixo, mas tentarei sentir o ki de alguém."

O borrão de Hiei parecia estar em todo lugar, quando visto por olhos comuns. Ele atacava Taaro de vez em quando, mas Taaro sempre parecia saber daonde ele vinha. Hiei pousou alguns metros adiante de seu oponente, enfim. Um canto de sua boca levantou-se, enquanto observava Taaro ajoelhando-se. Ele agarrava a espada cravada no abdômen e a removia. Seu corpo estremeceu e ele vomitou sangue. De olhos injetados, Taaro olhou furiosamente para Hiei e se pôs de pé dolorosamente. Hiei não lhe deu tempo para pensar, uma aura negra brilhando em volta dele. Ele avançou, atacando-o.

"Jaou Ensatsu Rengokushoo!"

Desnorteado, Taaro defendeu-se na hora. Apertando os dentes, socou Hiei no estômago. Hiei engasgou e dobrou-se, mãos sobre o estômago. Também apertando os dentes, Hiei deu alguns passos para trás. Olharam furiosos um para o outro, enquanto ambos faziam com que seus próprios jagans se abrissem.

Kurama rolou o corpo para o lado e pegando suas roupas, começou a vesti-las. Ainda deitada, Akane o observava cuidadosamente, sua mente trabalhando rápido. Tinha a maldita certeza de que Kurama não percebia que estavam em perigo de morrer logo. Ela gostaria de esquecer aquilo, só ficar ali, sendo abraçada por ele, fazendo amor. Mas a realidade lhe sobreveio quando ele começou a juntar as roupas. Ela lembrou-se aonde estavam, porque estavam ali. Akane simplesmente não sabia porque fizera aquilo. Respondera aos toques dele por impulso, contudo fizera aquilo antes e conseguira detê-lo. Por que não agora? Perdida em

pensamentos, Akane não notou que começara a acariciar a cauda felpuda, descansando sobre seu abdômen.

"Akane-chan," a voz profunda dele quebrou o silêncio. "Vista-se. É melhor descobrirmos onde estamos e como sair daqui,"

"Hn. Acho que tenho suas respostas," ela disse pregüiçosamente.

"E quais são?" perguntou sorrindo, então beijou suavemente os lábios dela.

Akane sentou-se e começou a se vestir, enquanto falava: "Buraco Negro é uma técnica antiga, poderosa - e perigosa. O que sabe sobre os buracos negros que existem no universo?"

"Quer dizer que-?" Kurama olhou para ela, confuso.

"Hai. Estamos num Buraco Negro. Como num buraco negro comum, sua massa original é muito concentrada, então tudo pesa mais, é por isso que estamos nos sentindo tão pesados. Ele absorve tudo, por isso é escuro. E, o pior de tudo, após algum tempo, ele se expande e então se contrái novamente. Fomos engolidos quando ele cresceu e vamos ser esmagados quando ele se concentrar de novo. Então ele vai explodir."

Kurama estremeceu enquanto a ouvia. "Por que não me avisou disso? Poderíamos tentar escapar?"

"Nunca vi esta técnica em uso; só ouvi falar dela. Pensei que apenas Obaki consiguisse usá-la." Kurama puxou-a para si, e olhando dentro de seus olhos, perguntou:

"Se vamos morrer, por que não me conta sobre você Hiei?"

"Não vamos morrer, raposa. Apenas se Obaki quiser. O Buraco Negro vai destruir tudo em quilometros. Ele tem que detê-lo, ou então ele morrerá também," ela disse suavemente, sorrindo em falso.

"Não me respondeu," Kurama insistiu, agarrando o braço dela.

"Não tem nada a ser dito," contudo Kurama notou uma sombra de tristeza no seu tom, enquanto ela desviava o olhar.

Com Kuwabara se apoiando em seus ombros, Yusuke seguiu pelo caminho em direção a Taaro e Obaki. De vez em quando eles paravam porque Kuwabara precisava de algum descanso, enquanto sentia o youki do inimigo. Ele fez uma careta quando sentiu muito youki junto. Um deles o grandalhão reconheceu como sendo o de Obaki e um canto da sua boca levantou-se. Ainda reconheceu outro como sendo o de Hiei, embora fosse difícil de detectar por causa da aura de Obaki sobre ele. Mais dois kis estavam próximos a eles, mas ele não os sentira antes. Um deles era incrivelmente poderoso e Kuwabara se perguntou de quem seria. Estremeceu pensando em lutar contra um ki daqueles.

Kuwabara gesticulou para Yusuke continuar e logo, sons de batalha atingiram seus ouvidos.

"Se saiu bem, amigo," murmurrou Yusuke.

Kuwabara bufou e resmungou um 'Hai'. Engatinhando, ambos se paroximaram de uma entrada que haviam encontrado. Tomaram cuidado para não serem vistos por ninguém e ficaram ali, observando a cena adiante.

Tanto Hiei quanto Taaro tinham aberto seus jagan, que brilhavam em púrpura. Hiei cerrouos punhos com força, seu youki negro enrodilando-se a sua volta, acumulando-se. Seu rosto não mostrava nenhuma expressão de raiva, apesar de ameaçador. Taaro tinha seu rosto contorcido, como numa careta, sangue pingando de vários pontos de seu corpo. Sua aura brilhava em vermelho ao seu redor, concentrando-se num ponto a alguns milímetros acima de sua cabeça.

Mais uma vez, Hiei atacou Taaro com seus punhos expelindo fogo negro e mais uma vez, o youkai os evitou. Rangendo os dentes, Hiei invocou a espada negra rapidamente e atingiu o inimigo no braço. Segurando um grito de dor, Taaro pulou para trás, agora sem seu braço esquerdo. Taaro olhou furiosamente para Hiei, com olhos injetados e apertou os dentes fortemente. Olhou de esguelha para o pai, então. Não vou deixar você me matar. Vou provar que sou melhor do que esses seus bastardos. Seu único punho cerrou-se e um grito de guerra saiu da boca de Taaro; seu youki começou a se contorcer violentamente em volta do ruivo. Com um outro grito, o youki se expandiu de repente, fazendo com que um sopro de vento passasse pela câmara. Hiei protegeu seus olhos com um braço e Obaki não moveu um músculo.

O ventou amainou-se e Hiei olhou para Taaro. Seus olhos se arregalaram e chocado, ele observou as mudanças no seu inimigo. As mãos de Taaro haviam murchado, suas unhas se tornando garras. O rosto esticou-se um pouco e os ossos estavam mais salientes, a pele parecia estar seca, escamosa. Assemelhava-se de alguma forma com um lagarto. Hiei aumentou seu poder, a tatuagem do dragão negro aparecendo em volta de seu braço direito. O kokuryuha estava pronto para descarregar, mas Hiei o deteve quando Taaro começou a falar, não para ele, mas para Obaki.

"Segui você toda a minha vida. Não vou te dar uma chance de me matar!"

"Tolo. Está esgotado. Gastou energia para criar o Buraco Negro e está seriamente ferido, não tem youki para me enfrentar," Obaki riu.

Em fúria, Taaro avançou para Obaki; antes que pudesse chegar mais perto, Obaki esticou um braço a frente e um raio de ki atingiu Taaro no estômago. Hiei viu o ruivo tossir com sangue, enquanto era atirado para trás. Um buraco havia sido feito em seu estômago e ele caiu numa poça de sangue, absolutamente morto.

"Você sabia que o fogo negro não seria nada para ele. Por que não usou sua habilidade secreta?" Hiei voltou sua cabeça para Obaki, mas não respondeu sua pergunta. Obaki esperou por alguns segundos por uma resposta, mas então desistiu. Sorriu e voltou sua cabeça para abertura. "Vocês dois podem entrar agora. Eu quero mesmo saber como sairam da cela," disse.

Yusuke e Kuwabara trocaram olhares e decidiram se mostrarem. Ao mesmo tempo, o Buraco Negro parecia se extinguir lentamente, tons de cinza tomando conta dele.

"Nossos últimos convidados vão aparecer. Podemos começar nossa festa imediatamente." Obaki caçoou. Confusos, Yusuke e Kuwabara olharam fixo para ele, mas desviaram o olhar, quando um zunido foi ouvido e o buraco negro se desfez.

"Kurama!" gritaram os dois em uníssono, e correram até ele. Kurama e Akane estavam sentados, confusos. "Vocês estão bem?" perguntou Kuwabara, oferecendo uma mão para Akane. O casal assentiu.

"O que aconteceu?" Kurama perguntou fracamente. Sentia-se um pouco fraco, mas estando num meio pesado e agora num leve, o fazia sentir-se mais ágil e sua força estava voltando rápido.

Apoiando-se em Kuwabara, Akane olhou em redor e encontrou Hiei. Ela pareceu aflita e desviou o olhar, somente para encarar Obaki e o rosto dela tornou-se pálido.

"...E Hiei está trabalhando para Obaki. Não consigo entender nada direito, mas agora que vocês estão aqui, vamos acabar com eles e dar o fora daqui." Yusuke estava contando.

"Hiei está obedecendo Obaki?" Akane perguntou, espantada. Seu coração estava acelerado.

"Acho que sim," retrucou Kuwabara.

"Eu lhe disse. Não consiguiria escondê-lo de mim. Estava realmente me perguntando quando me faria uma visita, Hiryu." todos voltaram as cabeças na direção de Obaki, confusos.

"Quem diabos é Hiryu?" perguntou Yusuke para Kurama. A raposa deu de ombros, mas olhou curioso para Akane. Ela não prestou nenhuma atenção neles e manteve seus olhos em Obaki e Hiei. Finalmente, ela sorriu amargamente e disse:

"Oi, toosan."


xx março 2004
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