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Gelo
por ARaZhi
Por que ele me visita o tempo todo? Estou enjoada e cansada de ver
seu rosto feio e seu cabelo laranja ainda mais feio. Irada, ela liberou
seu youki, a rajada fria fez os pássaros sairem voando, enquanto
a grande rocha explodia. Uma explosão relativamente pequena,
comparada à raiva remoendo dentro dela.
Acima de tudo, sua desgraça silenciosa continuou chutava
continuamente uma pedra, Estou enjoada de bancar a doce!
Deteve-se.
Aquele maldito. Ele causou a morte da minha mãe. Ele foi
o motivo dela nunca ter me amado. O motivo porque todas koorime me
tratavam diferente.
Ele destruiu minha maldita vida.
Seu olho mental fitou furiosamente para seu anônimo gêmeo
de fogo.
"Hiei," ela silvou, sua voz uma mistura de raiva e irritação.
Ele sabe de algo. Ele já deve ter encontrado meu gêmeo
maligno. Aquele maldito, que direito ele tem de esconder meu irmão
de mim? Que direito ele tem de evitar que eu me vingue?
Toda sua vida sua mãe esperara por ninguém mais a
não ser seu irmão. Era como se ela nem existisse. Nunca
tivera amigas. Todas as outras crianças pensavam diferente
dela. Assustavam-se com ela. Assustadas com seu poder.
Talvez seu irmão amaldiçoado também estivesse
assustado com seu poder.
Ela riu amargamente.
Quem sabe seu irmão amaldiçoado fosse Hiei, o demônio
de fogo. A Criança Proibida. O herdeiro de Mukuro.
Quando ela viu Hiei pela primeira vez, ela sabia que havia algo
entre eles. Uma ligação que ela não conseguia
entender completamente. Tudo nele encaixava com a imagem do irmão
gêmeo que tinha em mente.
Perigoso.
Sombrio.
Poderoso.
Belo.
Só havia um problema: ela não tinha certeza se ele
era realmente seu irmão.
As habilidades para mentir de Hiei o entregavam. Tinha quase 99%
de certeza que era seu irmão. Mas 99% não é 100%.
O sangue de um inocente não mancharia suas mãos. Pelo
menos ainda não.
Seu irmão seria sua primeira morte e uma garantia de 99%
não a apetecia.
Suas mãos de fecharam fortemente. Uma vez que sua adaga provasse
o sangue do seu irmão, depois que ela clamasse a vida dele,
ela poderia retornar para as koorime. Voltar e viver a vida que sempre
quis: feliz e pacífica.
Eles sabem de algo. Especialmente Kurama e Koenma.
Apertou os dentes.
Esperar que Hiei admitisse a relação entre eles era
cansativo.
A idéia de que ele soubesse dos seus planos para seu gêmeo
era irrelevante!
Ela era a única que sabia de seus planos. Ela e aquela velha
que ordenou a patética execução de seu irmão.
Devia tê-lo estrangulado quando estavámos no útero.
"Yukina?" uma voz feminina chamou.
Chizuru. A irmã de Kazuma. Nem metade tão ruim quanto
seu irmão apaixonado.
A expressão fria derreteu-se no seu rosto e a doce Yukina
emergiu.
"Aí está! Pode me ajudar a preparar o jantar?"
"Claro," ela sorriu, aquele doce sorriso que deixava um
gosto amargo na sua boca. "O que vai cozinhar?"
Dirigiu a voz de Chizuru, enquanto conversavam sobre o jantar que
preparariam.
Seguia silenciosamente atrás de Chizuru.
Em breve. Muito em breve.
Uma adaga afiada de gelo formou-se no seu punho. Ela derreteu-se
tão logo surgiu.
Um empurrãozinho a mais e ele admitirá nosso parentesco.
E quando ele o fizer...
Morrerá.
Ela sorriu para Chizuru. Um sorriso inocente que silenciosamente
prometia a morte.
Ninguém ficará no meu caminho. Ninguém.
Traduzido por Rechan // Título Original: Ice
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