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Passado Presente e Futuro
por Wong Siew Lee

Passado - Memórias
Capítulo 4: Amor Perdido, Amor Encontrado

Yusuke, Botan e Hiei estavam correndo e perseguindo o tempo. Pobre Koenma... ele teria de esperar por um longo tempo antes de eles chegarem.

"Yusuke! Por que você não corre mais rápido?" perguntou Hiei que estava obviamente num passo lento de 30 km/h.

"Hiei, nem todo mundo é tão rápido quanto você e de qualquer modo, estou bem fora de forma," respondeu Yusuke sem fôlego enquanto corria pela calçada, evitando os pedestres agilmente.

Justo quando eles estavam ocupados conversando, viraram numa esquina e chocaram-se em alguém, ou mais precisamente, em dois pessoas. O pobre Yusuke foi derrubado primeiro e ele ficou debaixo de uma pilha de corpos. Antes de caírem ele deu uma rápida olhada nas duas pessoas descuidadas. Eram Kurama e Kuwabara.

"Saíam de cima de mim!" gritou Yusuke já esmagado.

Uma briga por espaço logo se seguiu e no topo dela, vozes gritando foram ouvidas por todo o lugar. Um a um os membros embaraçados se endireitaram e o xingamento começou.

"Ei, vocês estão cegos?" gritou Yusuke, massageando sua cintura ferida.

"Nós não os vimos!" respondeu Kurama.

"Eh. Deve ser aquele baka que tem pedras no lugar dos olhos." interrompeu Hiei friamente, sorrindo falsamente para Kuwabara.

O rosto de Kuwabara ficou levemente vermelho e inchado, mas ele se acalmou. A briga continuava, com Kurama e Yusuke discutindo sobre quem estava certo e quem estava errado.

Logo, quase uma multidão tinha se reunido ao redor do grupo; enquanto Kuwabara apenas ficava ali, assistindo. Hiei, que não estava acostumado a ficar na frente de tantas pessoas, tinha praticamente voado para um telhado e agachado ali silenciosamente.

De repente, a voz de Yusuke saiu gritando: "Tudo bem! Vamos resolver isso depois e vamos para o restaurante da Keiko!"

Cerca de uma dúzia de pares de olhos piscaram e focalizaram em Yusuke. Lentamente, a multidão começou a dispersar e o pequeno grupo continuou a correr. Kurama e Kuwabara sabiam quão notório o temperamento de Yusuke podia ser se ele ficasse desapontado.

Era um dia normalmente calmo sem tráfegos ou tumultos barulhentos. Até mesmo o céu estava azul. Mal sabiam eles o que iriam descobrir. Uma descoberta de uma vida.

Quando alcançaram o restaurante de Keiko, procuraram por Koenma. Já esperavam ver Koenma sentado em alguma quina, chupando sua chupeta estúpida. Talvez comendo uma tigela de macarrão ou bebendo algum tipo de suco de frutas, afinal era verão atualmente.

Koenma não estava ali! O time Urameshi procurou freneticamente, pois Koenma nunca se atrasava ou se ausentava nas reuniões. Na verdade, era sempre Koenma quem os aguardava.

"Ah não... não me diga que Enma Daiou ralhou com ele de novo..." lamentou Botan em voz alta, caindo em uma de suas manias de reclamação.

De repente, Yusuke avistou Koenma próximo ao caixa.

"Pessoal! Ele está ali!" gritou Yusuke para o resto.

A turma correu até ele. Quando o alcançaram, Koenma estava imóvel e viram um fio de sangue escorrendo do nariz de Koenma. Que diabos poderia fazer Koenma reagir daquele jeito?

"Ah, não! Não digam que Koenma foi envenenado." Botan imediatamente checou Koenma com seus poderes de cura para descobrir qualquer achaque. Ela agarrou seu punho e tentou achar o pulso. Não achando nada de errado, exceto o coração de Koenma batendo excepcionalmente rápido. Por outro lado, Koenma estava paralisado. Ninguém mais estava ali, exceto a garota em frente a ele. Ele estava totalmente imerso e preso em seus pensamentos.

Todos eles olharam para direção que ele estava encarando, Na entrada da loja, viram uma bela garota. Ela era, na verdade, de tirar o fôlego. Suas longas sombracelhas eram perfeitamente modeladas e sua feição era imaculada. Seu olhar oriental a fazia muito bonita. Sua figura modelada estava emoldurada por um uniforme escolar comum, mas suas curvas ainda eram visíveis.

Todo o grupo encarou Koenma, aturdido, e então caíram na gargalhadas.

"Ha. Koenma, agora posso te chantagear para me dar uma folga!" gargalhava um Yusuke quase sem ar. Até mesmo a boca de Hiei pareceu se curvar para cima.

Botan tentou conter sua risada. Ela manteve sua face normal, mas sua feição estava lentamente ficando roxa. Botan apertou os olhos e os fechou, tentando com dificuldade empurrar o pensamento de que seu chefe estava apaixonado por alguém.

Koenma ainda estava olhando para a garota. Sem fazer nenhum som, ele tirou de seu robe um pingente de jade, pendurado numa corrente de ouro. Uma simples lágrima caiu de seus misteriosos olhos castanhos até o chão.

Todo o grupo parou de rir quando viram o quão comovente a expressão de Koenma estava. Yusuke deu um passo a frente e pôs um braço sobre os ombros de Koenma. Yusuke ficou quieto por um instante, antes de gentilmente perguntar qual era o problema. Neste momento, a garota deu até logo para as amigas e saiu da loja. Koenma empurrou seu amigo e saiu atrás dela.

"Misuko! Misuko! Espere por mim!!" gritou Koenma com seus amigos o seguindo atrás. a garota se voltou para responder, mas parou quando viu Koenma.

Ela estava chocada, uma expressão obviamente confusa apareceu um seu rosto. Começou a dizer algo, mas parou. Finalmente ela abriu a boca e perguntou: "Quem é você e como sabe meu nome?"

"Misuko, não se lembra de mim? Sou Koenma e este é o pingente que uma vez lhe dei," enquanto Koenma dizia isso, ele mostrava o pingente para Misuko o ver. Misuko olhou para com desconfiança. Koenma deu um passo adiante para abraçá-la. Ele estava agindo muito precipitadamente, não conseguia se controlar. Sentira falta dela por tanto tempo...

Quando Koenma a braçou, ele pode sentir as curvas familiares dela e a pele sob a roupa. Misuko ficou chocada em seu íntimo, já que ela realmente não sabia quem diabos era aquele cara. Misuko abriua boca e gritou.

"Tire suas mãos sujas de mim, hentai!" Koenma ficou chocado e a soltou. Koenma podia sentir vários pares de olhos se preocupando atrás dele. Podia quase sentir os sussurros de alguns. Misuko estremeceu e levantou a mão. Num movimento, ela deu em Koenma um ardente bofeteda. Misuko enfureceu-se, com nojo de Koenma.

Koenma ainda estava aturdido, mas ainda hesitante em perder Misuko de vista. Ele passou um dedo pela marca dolorida que ela tinha feito e silenciosamente, a segui a cerca de 100m de distância. Por que? Por que ela me esbofeteou de repente? A mente de Koenma estava confusa agora. Ele não conseguia pensar racionalmete. O choque era simplesmente demais. Koenma sempre se cumprimentara por se manter frio em situações difíceis, mas desta vez, ele passara dos limites...

Misuko voltou sua cabeça e viu Koenma a seguindo. Então um ônibus parou e Misuko entrou rapidamente. Koenma ficou parado na calçada, olhando fixadamente para o ônibus.

Yusuke e amigos observavam silenciosamente atrás de Koenma. Yusuke sussurrou para Botan, perguntando se ela sabia alguma coisa sobre o comportamento estranho de Koenma.

"Se soubesse de algo, com certeza não estaria parada aqui," respondeu sussurrando Botan. Botan tinha perdido um pouco de sua alegria, era simplesmente melancólico demais rir naquele momento. Koenma estava... com o coração quebrado. Botan se dirigiu a Koenma e colocou um braço comfortante ao redor de Koenma.

"Vamos para o templo de Genkai e ver como ela poderá ajudá-lo," disse Botan. Koenma assentiu fracamente e desmaiou. Antes da escuridão fechar-se sobre ele, Koenma pode ver os rostos de seus amigos olhando fixadamente para ele. Koenma lentamente deixou sua consciência ir...

Quando Misuko saltou do ônibus, seu coração estava batendo fortemente e os pensamentos dentro de sua cabeça estavam rodopiando. Por que aquele cara parece tão vagamente familiar pra mim? Aquele pingente... O pingente de jade, parece que já o usei no meu pescoço uma vez. A sensação fria... O jeito como aquele cara me abraçou também é muito estranho, é como um dejà vu.

"Devo estar ficando louca. Provavelmente devido ao teste, tenho sofrido muita pressão mental ultimamente." Misuko balaçou sua cabeça e começou a caminhar para casa. Mantinha os olhos fechados para obter alguma paz de espírito dos pensamentos incontroláveis martelando sua cabeça.

Misuko se encaminhou para casa após uma série de tonturas.

"Mi-chan, você está bem? Parece tão pálida..." perguntou a mãe de Misuko, obviamente preocupada por sua condição.

"Sim, estou bem, okaasan. Foi um dia agitado e acho que preciso dormir um pouco." enquanto Misuko dizia isto, subia as escadas e ia para o quarto. Atirou a mochila na poltrona e foi para o chuveiro. A água quente fluía sobre ela. Misuko levantou o rosto para a água jorrar nele. Flashes de luzes amarela, azul e vermelha começaram a confundir sua mente. Ela terminou o banho e vestiu sua camiseta e short favoritos. Caiu na cama e começou a dormir. Começou a sonhar com rosas vermelhas.

Era meia noite. Misuko ainda não conseguia dormir depois daquele sonho. Um sonho estranho onde Koenma dava a ela um talo de uma rosa vermelha. Ela se deitou, virando na cama, ainda pensando naquele cara estranho. Mesmo suas roupas pareciam bizarras, como se fosse a vestimenta para kung fu; mas era a sua expressão e o modo como ele a olhou, como alguém olharia para seu amante. Aquele olhar não era dado para qualquer um. Misuko não conseguia pensar em nada a não ser nele. apenas por aquela expressão, Misuko tinha certeza de que ele não era nenhum hentai que queria tirar vantagem das garotas.

Talvez fosse um engano. Aquele cara pode ter me confundido com alguém. Milhares de possibilidades passaram por sua mente e ela se prometeu que da próxima vez em que se vissem, perguntaria a verdade na estória. Logo, Misuko caiu no sono com a imagem de Koenma na sua mente.

[De volta ao Templo de Genkai...]

Yusuke, Kuwabara, Genkai, Yukina, Botan e Kurama estavam sentados em círculo discutindo o que tinha acntecido hoje. Koenma ainda estva deitado numa almofada próximo, num estado próximo ao coma. Hiei estava agora aonde podia ser visto.

"Estou realmente preocupado com Koenma. Sempre o vi com seu jeito engraçado ou cômico, mas nunca o vi assim antes. Parece que ele está totalmente fora de controle dessa vez," disse Kurama com sua maneira graciosa usual.

"Hahahaha... Talvez o Koenma seja algum tipo de maníaco que não sabemos?" riu Kuwabara, exatamente na hora errada.

* Bang! * todos olharam para Kuwabara com o pulso de Botan cravado em sua cabeça.

"Koenma-sama não é esse tipo de pessoa," gritou Botan. "Também sou uma garota, mas por que ele nunca me tocou antes?"

"Apenas porque você é muito feia para se olhar," respondeu Kuwabara descaradamente.

* Crash! * Botan agarrou seu remo e o acertou em Kuwabara novamente, desta vez com toda sua força. Dois galos enormes começaram a aparecer na cabeça de Kuwabara.

"Parem de agir como crianças, vocês dois. Botan você sabe que Kuwabara estava só brincando," interrompeu Genkai. Botan ouviu aquilo e deu a Kuwabara um olhar feio.

"Parece que a garota... como era seu nome?... Ah, sim! Misuko; teve relações passadas com Koenma. Nunca soube que Koenma teve uma namorada," disse Yusuke de repente, falando o que todos estavam pensando naquele momento.

"Bem, parece que nenhum de nós sabe o que a garota fez para Koenma ou mais provavelmente, o que Koenma fez com ela sob influências muito fortes. Nunca me ocorreu que Koenma gostasse realmente de alguma garota," interrompeu Kuwabara sensivelmente desta vez.

Genkai levantou a mão para parar a conversa. Todos pararam de conversar imediatamente para observá-la. Genkai então disse: "Sinto uma presença muito forte de um poder estranho em algum lugar de Tokyo agora. Parece como... Não sei, parece estranho. É uma força poderosa palpitando no meio da neblina da cidade grande. Acho que tem ligação com a missão que Koenma lhes deu."

"Genkai-shihan, Koenma-sama está inconsciente agora e não podemos ir sem ele. Não temos todos os detalhes ainda. Acho que temos de esperar até Koenma-sama acordar," sugeriu Botan. De repente os olhos de Botam se arregalaram. Aquele pensamento pescou algo enterrado em sua mente.

"Esperem! Acho que sei por que Koenma-sama sempre olhava como se o tivesse apunhalado toda vez que caçoava dele por ter tantas garotas se apaixonando por ele no Ningenkai. Durante o café da manhã, ele ocasionalmente olha em redor e tira um pingente e começa a admirá-lo," disse Botan de repente.

"Hah! Como sabe se Koenma procura por alguém e não te vê? Ele deve ser cego, então," retorquiu Yusuke.

"Claro que estava escondida num canto..." o rosto de Botan corou num vermelho profundo enquanto dizia aquilo.

O bate papo continuou sem dificuldade. Pelo menos com alguma discussão ocasional.

A cena estava nublada. Ou talvez parecesse mais com um sonho? Koenma se descobriu cara a cara com Misuko. Misuko, com quem ele havia sonhado e esperado desde aquele dia fatídico, mas os sonhos começaram a desvanescer-se mais e mais. Ficando borrados cada vez mais, a medida que o tempo passava.

Desta vez era muito claro, nenhum obstáculo ou cena confusa obscurecendo sua visão. Koenma se sentiu beijando Misuko. Uma dor de cabeça repentina tomou conta dele e ante seus olhos, Misuko estva lentamente se desfazendo. Instantes antes de desaparecer, ela sorriu.

Koenma pode se sentir acordar e soltou um gemido. Todo o seu corpo doía de fadiga. Koenma ergueu os olhos e viu todo o grupo de amigos o rodeando.

"Koenma, pode nos contar o que realmente aconteceu? Diga e poderemos ajudá-lo a resolver seu problema," pediu Yusuke gentilmente.

Koenma pode sentir-se assentindo em resposta.

Quando Koenma terminou sua história, ele caiu em lágrimas e escondeu o rosto nas mãos. Botan também chorou e se desculpou com Koenma por caçoar dele sobre as garotas. Koenma parecia tão ferido que nada parecia curá-lo.

"Ajudaremos a encontrar Misuko," assegurou Kuwabara.

"Uma pergunta, Koenma-sama," disse Genkai, olhando direto dentro dos olhos de Koenma.

"Sim?" disse Koenma, finalmente recuperando a compostura.

"Você tem contato com os espíritos no Reikai, então acho que deve ter esquecido esta importante lei," disse Genkai.

"Que lei importante?" perguntou Yusuke, interrompendo.

"A lei é que, uma vez reincarnada, lembranças da vida passada devem ser apagadas. Tenho certeza de que há alguém especial para fazer isso," disse Genkai, explicando a parte que pensou que Koenma havia esquecido.

"Ah... esqueci... Genkai, você está certa. Passei por cima disto." disse Koenma timidamente. Todos ficaram desolados.

* Clink! Clik! * o som metálico das lágrimas de Yukina caindo no chão chamou a atenção de todos.

"Por que Yukina? Por que está chorando?" perguntou Kuwabara, segurando a pequena mão de Yukina.

"Koenma-sama também sofreu o mesmo destino que eu. Até agora, não consegui achar meu irmão. Onde está meu irmão?" Yukina disse tristemente. Yukina também parecia estar como Koenma. Aquela expressão arrasada...

* Clink! Clink! * mais lágrimas que tinham formado pérolas caíram no chão. Kuwabara a consolou e prometeu a ela que ajudaria a enontrar o seu irmão.

O resto apenas olhou para eles, sem palavras.

A reunião já havia acabado há muito tempo. Yusuke e seus amigos tinham ido descansar. Até mesmo Genkai dirigiu-se ao seu quarto para meditar.

Botan estava se sentindo muito inquieta. Ela não se enganara do olhar nos rostos de Yukina e Koenma-sama quando eles pensavam em seus entes queridos. Botan nunca teve parentes, assim Koenma-sama e seus amigos eram o mais próximo que tinha de parentesco. Esta noite, aprendeu que perder alguém de quem se gosta era doloroso, talvez mais doloroso do que a própria Morte. Ela soltou um suspiro a abriu as portas corrediças. Vestiu seus chinelos e saiu para dar uma volta no jardim de Genkai.

O jardim de Genkai no templo era muito bonito. Provavelmente quase como o Jardim Imperial do Reikai. Genkai realmente tinha boas mãos para manter um jardim tão bonito com tantas variedades de flores. Botan andou e parou debaixo de uma árvore. Sob a árvore, havia um banco de jardim. Botan parou e tirou o pó dele. Então sentou-se e respirou o relaxante ar ameno da meia noite. As flores cheirosas estavam desabrochando esta noite mas o coração de Botan simplesmente não estava ali para alegrar-se com isto.

Botan estava pensando no que tinha acontecido hoje. Quanto mais ela pensava sobre Koenma-sama e Yukina, mais preocupada ela ficava. Yukina chorava todos os dias, enquanto isso, Koenma-sama quase enlouquecia. Ambos tinham perdido entes queridos. Conseqüências, conseqüências, elas eram muito perigosas.

"Como Hiei pode ser tão frio, deixando sua própria irmã sofrer em silêncio. O único consolo de Yukina é Kuwabara, seu namorado formal, agora." um sorriso torto tocou seu rosto quando pensou naquilo. "Graças a Deus Kuwabara não sabe sobre isso ou ele praticamente cortaria Hiei em pedaços." Botan parou aquele pensamento imediatamente, enquanto a cena sangrenta preenchia sua mente.

"Talvez ele tenha razões secretas?" Botan pensou, mas rapidamente rejeitou isto. Razões não eram desculpas para ver alguém sofrer em silêncio.

"Já que não posso fazer nada pelo caso de Koenma-sama, posso fazer algo pelo problema de Yukina." enquanto Botan pensava naquilo, ela se levantou e limpou seu kimono. Levantou a mão e um remo se materializou no ar. Ela o atirou no ar o observou flutuando. Ela não queria usar o apito de novo porque causaria atenção desnecessária. Ela ficou parada ali, na noite, se perguntando o que fazer em seguida.

"Bem, teria que procurar nas copas das árvores, uma por uma." copas das árvores... Num impulso, Botan ergueu os olhos para a árvore sob a qual estava e descobriu o que queria -- Hiei.

Tinha sido um dia estranho, hoje. Depois de ter sido arrancado do sono pelo maldito apito, ele foi arrastado por Urameshi e Botan para ver aquele bebê, Koenma. O que mais? Koenma tinha se jogado para cima de uma garota. Qua piada!

Hiei estava totalmente confuso por toda a situação. Koenma tinha pedido para vê-los, mas em vez disso ele se afundou. Foi uma perda de tempo. Quando aquela estúpida cabeça azul sugeriu que deveriam ir para o templo de Genkai, ele ficou frustado. Ele simplesmente saltou e foi para o templo sozinho. É melhor do que segui-los, as lesmas. Pelo menos poderia alcançar o templo em um minuto enquanto eles levariam duas horas.

"Aquela Botan! Está sempre me aborrecendo com suas idéias baka. Quase estourou meus tímpanos usando aquele apito. E já é a segunda vez..." pensou Hiei zangado. Inesperadamente, ele sentiu uma desconcertação no coração e seu rosto ficou quante, mesmo sendo ele um youkai de fogo.

"Ela realmente é bem bonita, não?" uma vozinha falou no fundo de sua mente. "Pare." Hiei ordenou a si mesmo.

"Você gosta dela, não?" aquela voz disse de novo. A voz ralhou com ele de novo e de novo. O pobre hiei simplesmente não conseguia entender. Então o som de passos surgiu. Chamou sua atenção e Hiei levantou a cabeça para ver quem era. Uma figura vestindo um kimono e sandálias apareceu. Era Botan. Hiei debateu entre ir embora ou ficar. Os passos estavam ficando próximos. Hiei não podia escapar agora, então ele apenas se agachou ali, no topo da árvore.

Ela parou, coincidentemente, debaixo de sua árvore. Ela estava ali, conversando consigo mesma. Hiei não gostava de escutar às escondidas outras pessoas, mas era simplesmente muito tentador, então Hiei ouviu atentamente. Ele ficou surpreso por ouvir seu nome ali.

Finalmente, Botan levantou-se e sacudiu a poeira. Olhou em redor e então olhou de relance para o alto da árvore. Hiei sabia que tinha sido avistado, então, num redemoinho de vento negro, se pôs ante Botan.

"Hiei..." ela começou. Hiei apenas olhou para ela e sentou-se de pernas cruzadas no banco de pedra. Ele olhou direto para a casa com sua expressão séria usual. Botan o seguiu e sentou-se no banco também.

"Hiei... Acho que está pronto para se sentar alguns minutos porque tenho algo a lhe dizer." aventurou-se Botan. Hiei suspirou e assentiu em acordo.

"Bem, acho que viu a reação de Koenma-sama hoje. Sabe que Yukina-chan sente o mesmo?" disse Botan cuidadosamente, mas Hiei apenas ficou quieto, sem reação óbvia.

"Por favor, Hiei. Tenho certeza de que não quer ver sua irmã sob tortura, certo? Apesar de saber que você deve ter seus problemas, ainda assim tem que dar a Yukina-chan algum tipo de explicação," disse Botan, desta vez mais audaciosa.

"Escute, mulher. Meus assuntos pessoais não precisam de você se metendo neles. sei o que fazer ou não!" atirou de volta Hiei.

"Mas... Hiei, pense de novo. yukina está num estado digno de pena, especialmente esta noite. A cada segundo de

sua vida, ela fica ansiando pelo seu irmão perdido," tentou Botan novamente.

Hiei desviou o olhar, dando ouvidos mocos às súplicas de Botan.

"Hiei, se você não admitir sua real identidade de uma vez, é um covarde!" gritou Botan, seus olhos faíscando em fúria.

Hiei pareceu muito zangado e chamas negras começaram a erupcionar de seu punho.

"Faça o que quiser comigo. Não me importo, só tenho pena de Yukina, por ter um babaca como irmão..." quando disse isso, fechou os olhos, esperando pela dor aguda do fogo demoníaco de Hiei.

Botan preparou-se internamente. * Esse idiota... Não desistirei tão facilmente. * Segundos se passaram e nada aconteceu. Cinco minutos passaram, Botan cuidadosamente abriu um olho e então o outro. Ela olhou para si mesma e se descobriu intacta. Ergueu os olhos para Hiei. Não havia mais chamas ou energia irradiando dele; parecia calmo.

"Hiei..." ela disse mais gentilmente desta vez. "Quer que eu fale com Yukina?"

"Não! Falarei com ela pessoalmente," respondeu Hiei. Então sua voz baixou para um tom mais suave. "Obrigado por me fazer ver coisas que não era capaz de enfrentar no passado." ele terminou a sentença; uma rajada de vento soprou em seu rosto e ele se foi. Botan ergueu a cabeça para olhar para o céu estrelado e manteve seus dedos cruzados.

Hiei ficou ali enquanto Botan colocava senso nele. Ainda estava confuso sobre seus sentimentos para com Yukina e... Botan. Yukina era sua irmã, a única parente que tinha no mundo. Era difícil ver Yukina sofrer. Sabia que Yukina chorava todos os dias, mas ele não podia fazer nada. Quem queria um ladrão e criminoso em liberdade condicional do Reikai como irmão? Quando Botan falou sobre Yukina e ele ter um coração de pedra; ele teve de enfrentar a realidade posta diante de si.

Botan era sempre tão irrintante. Ela deveria ter morrido por ter dito tais coisas para a famosa "Criança Proibida". Exatamente quando ia lhe dar uma lição, sua consciência tomou conta. Apesar de Botan estar sendo uma enxerida, apesar de tudo, só estava tentando fazer algo bom.

Finalmente Hiei deixou sua fúria se ir e a substituiu por calma, afinal Yukina precisava de explicação. Depois de dizer aquele seu 'Hn' típico, ele de repente se sentiu embaraçado e fugiu. Precisava de um lugar para pensar num modo de dizer a Yukina.

Hiei fugiu para um lugar deserto no magnífico jardim e sentou-se. Era hora de juntar os pedaços de sua vida. Tinha nascido numa comunidade de koorime. Quando nasceu, foi lançado num rio e abandonado para se virar sozinho.. Ele tinha de se virar. Hiei tocou no seu jagan debaixo da bandana. Seu jagan foi especialmente implantado para procurar por sua irmã.

Agora ele sabia onde ela estava. após ponderar um pouco, decidiu contar a verdade a Yukina, apesar de tudo, yukina poderia ficar feliz por saber que ele era seu irmão. Mas uma pergunta ainda o atormentava. Por que Botan quis arriscar sua vida apenas para aconselhá-lo? Botan tinha realmente boas intenções ou talvez... ela gostasse dele.

"Nah! Nem todo mundo tem idéias malucas como você." Hiei censurou-se, mas ainda estava curioso para saber se Botan realmente o via como um babaca. A distância, ele viu um quarto ainda iluminado com uma lâmpada a óleo e ele assumiu que eera o de Botan.

Num segundo, Hiei alcançou o quarto. Com certeza suficiente, ele ouviu Botan coantando. Hiei pôsum ouvido próximo a parede para ouvir Botan.

Botan soltou um suspiro de alívio. Aquele encontro tinha sido próximo o bastante. Com a liberação do youki de Hiei, ele poderia t6e-la mandado para a lua. Ela se considerava sortuda o bastante por sobreviver. Estava muito cansada hoje. depois de ter sido acorada por George para mandar uma mensagem para Yusuke de manhã, depois aquilo, o incidente de Koenma e agora, Hiei. Sentia-se como se tivesse guiado 100 espíritos num só dia.

Botan cruzou os braços e começou a andar de volta para seu quarto, no templo de Genkai. De fato, os arredores eram muito serenos e bonitos. Quando ela entrou no interior de seu quarto, tirou as sandálias e começou a se despir. Como de hábito, cantou sua melodia favorita. Ela sentou-se em seu futon e começou a conversar consigo mesma.

"Eu relamente amo Hiei?" ela se perguntou. "Ele é bonito, é rude, é excitante, é..." ela desfiou um monte de elogios a Hiei. "Apesar dele ser bem teimoso, com o poder do amor, tenho certeza de que mudará um dia." enquanto dizia aquilo, se dirigiu a lâmpada e extinguiu a chama. Todo o quarto mergulhou na escuridão. Botan sorriu para si mesma na escuridão. Hiei definitivamente era o tipo de homem que ela procurava.

Exatamente quando Botan estava se enfiando na cama, uma lufada de vento frio da noite correu pelo quarto. Botan olhou para janela aberta e viu uma figura de pé no parapeito. Hiei pulou, e no segundo seguinte, estava de frente a Botan. Ele tirou seu casaco e agachou-se próximo a ela.

"Botan, é verdade o que acabou de dizer?" quando Botan ouviu aquilo, seu rosto corou em vermelho. Botan não esperava que alguém estivesse espionando lá fora quando disse aquilo.

Finalmente, juntou toda a sua coragem e falou. "Hiei, por favor, seja honesto comigo. Você gosta de mim?"

Hiei pensou por um momento; então respondeu: "Bem, algumas vezes você é irritante, mas eu... eu acho você atrente." num impulso, Hiei pôs um braço ao redor de Botan e sentiu a pele delicada dela enquanto a tocava.

Botan estremeceu sob aquele toque. Ela nunca havia sido tocada por um homem antes, ainda mais em sua pele nua. A voz de Hiei diminuiu para um tom mais suave que mais parecia um sussurro. "De agora em diante, gostarei de você para sempre..."

Hiei se colocou num futon próximo a ela. Botan podia sentir seu corpo quente e ele a abraçou. Hiei se inclinou e deu um beijo nos lábios dela e ela pôde eventualmente sentir-se retornando-o.

Uma voz masculina na profunda escuridão soou repentinamente. "Botan, pode manter em segredo nosso relacionamento?"

"Por quê?" uma voz feminina respondeu.

"Porque não quero aquele bastardo do Kuwabara e o resto rindo de nós."

"Bem, não acho que eles agirão assim..."

"Botan, me prometa. Você sabe que aquele babaca do Kuwabara sempre pega no meu pé."

"Tudo bem, como quiser." um longosilêncio se seguiu.

A voz masculina quebrou o silêncio de novo. "Botan, já quis saber porque eu não queria contar a verdade para Yukina?"

"Realmente não consigo entender, Hiei."

"Sou a Criança Proibida e quase todos no Makai querem minha vida. Se soubessem que Yukina é minha irmã, a raptariam para trocá-la por mim. É por isso que quero que nossos assuntos fiquem em segredo também. Mas agora estou finalmente alcançando a classe S e acho que direi a verdade a Yukina."

A voz masculina perguntou novamente, "Você se arrependeu de ficar comigo esta noite?"

"Não, não me arrependerei e Hiei, estou orgulhosa por você ser capaz de dizer a verdade a Yukina."

O silêncio caiu de novo.

Traduzido por Rechan // Título Original: Past Present Future


xx março 2004

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