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Passado Presente e Futuro
por Wong Siew Lee
Passado - Memórias
Capítulo 6: Dentro da Noite
O Makai era um lugar estranho. Podia ser quente
como o verão num momento e frio como o inverno no próximo.
As paisagens também variavam facilmente. Podia ser uma exuberante
selva tropical num lado ou um deserto barrento no outro. Lugar irônico.
Desertos - feroses ventos sopravam por essas planícies com
força bruta. Poder bruto demonstrando-se através de
tempestades selvagens. Nebulas de força reunidas, fortes o
bastante para aniquilar cidades...
Tundras frias o suficiente para deter o menor movimento dos átomos...
Era o lar de muitos tipos de criaturas; as boas, as más e
as malignas. Tribos existiam por todo esse lugar, formadas a partir
dos cinco importantes elementos; fogo, água, madeira, terra
e vento. Tais tribos principais, além disso, dividiam-se em
muitos grupos menores. Mesmo então, estes pequenos grupos
rivalizavam-se entre eles.
Os youkais do gelo eram como os koorime. Naturalmente, seu elemento
era a água. Eles usavam o gelo para quase tudo. Luta, alimentação
e muito mais. Eles podiam matar com uma simples baforada, soprando
ar frio nos seus inimigos. Seus inimigos naturais eram, claro, os
youkais do fogo que viviam no outro extremo do Makai.
Os youkais do fogo eram exatamente o oposto dos youkais do gelo.
O youkai do fogo amava o calor, enquanto os youkais do gelo amavam
o frio. Nenhum deles era capaz de ficar menos de um metro perto da
outra raça, a menos que eles abaixassem seu poder completamente.
A terra estava diretamente ligada à flora e fauna. Este elemento
era o mais flexível de todos. Não tinha especificação
de raça. Nenhuma mesmo, ao extremo. A maioria dos youkais
que possuíam este elemento eram capazes de produzir coisas
da natureza. Plantas, flores... assim como as forças da natureza.
Terremotos e por aí vai.
O vento... O vento era um elemento muito especial. Seres do vento
eram capazes de manipular mentes, produzir furacões e voar.
Como manipular mentes? O primeiro passo era controlar o inimigo diretamente
pegando emprestado as mentes fracas. O segundo meio era tocando um
instrumento - um instrumento musical. A música com o youki
na melodia fluía no ar e criava ondas. A música normalmente
podia controlar mentes a menos que ela se confrontasse com uma outra
melodia contrastante com um youki mais forte. Se isso acontecesse,
explosões podiam acontecer... A chave para forte manipulação,
youki.
Metal. O mais forte em youki bruto. Os possuidores poderiam manipular
seus youkis em ataques de ki. Youki bruto não era para se
brincar. Puramente poder bruto. Nada mais do que isso. Força
bruta e puros ataques de youki.
E o Makai abrigava todos esses possuidores destes cinco elementos.
Nas colinas no meio do nada, uma pequena tropa de pessoas era vista
caminhando. Cinco rapazes e duas garotas. Exceto por uma garota flutuando
num remo.
Um deles perguntou: "Koenma, quanto temos de caminhar antes
de alcançarmos aquele maldito castelo?"
"Acho que chegaremos na próxima noite," respondeu
um dos rapazes vestindo calças e uma longa jaqueta, com um
casaco vermelho flutuando atrás de si. Somente então,
um sopro de vento ameaçador soprou, levantando um pouco de
poeira. Lentamente, o pó abaixou e o pequeno grupo estava
apenas um pouco mais distante...
O pôr do sol chegou logo. As linhas do tempo entre o Ningenkai
e Makai não eram bem as mesmas. Apesar do Makai ser sempre
nublado, ele também mostrava sinais de escuridão, enquanto
o tempo fluía em direção a noite. O grupo não
tinha lugar para dormir esta noite, já que o Makai não
tinha um hotel no meio dele. Finalmente, eles estavam muito cansados
para caminhar. talvez eles tivessem de fazer uma proteção
sob uma árvore.
Kuwabara levantou sua cabeça numa esperança desesperada
de achar algum tipo de casa. Ele não viu nenhuma construção,
mas em vez disso, viu um espaço aberto não muito longe.
Ele esfregou os olhos novamente, esperando que não fosse uma
ilusão dessa vez. Ilusões sempre apareciam para ele
na hora errada...
"Caras? Olhem! Tem um espaço aberto bem ali! Podemos
finalmente acampar ali," gritou Kuwabara excitado, desta vez
certo de que tinha visto claramente, não era um erro como
antes. Todos eles olharam surpresos, e sem dúvida, viram um
espaço aberto bem na margem da selva a frente deles.
"Mas temos que passar por aquela selva primeiro," gemeu
Botan. Seu remo não podia simplesmente voar através
dos troncos e galhos...
"Sem problemas, podemos cortar caminho através dela," disse
Yusuke, tirando uma longa adaga de escoteiro de seu cinto. Graças
a Deus, ele a tinha agarrado antes de sair do templo de Genkai.
O time de sete apressou-se, cortando árvores e plantas que
ficavam em seu caminho. Hiei puxou sua katana e começou a
retalhar através da selva. A lâmina afiada da katana
de Hiei passava pelos galhos e troncos de árvores como se
fossem bolo. Yusuke e o resto não podiam ver muito de Hiei,
exceto por uma sombra negra de vez em quando. A velocidade de Hiei
era realmente impressionante...
"Haha, teríamos que passar por essa misteriosa selva
antes de escurecer. Que piada," resmungou Yusuke enquanto ele
fazia seu caminho pela selva.
"O que você queria? Dormir no topo de uma árvore
e ser comido por algum monstro no meio da noite ou dormir em algum
lugar seguro?" retorquiu Kuwabara, sempre pronto para discutir
com Yusuke ou Hiei. Talvez Kuwabara pudesse ser um pouco briguento às
vezes...
Yusuke apenas rolou os olhos e continuou a retalhar o caminho pela
selva Ele recuou em dor, quando um galho arranhou seu rosto. *Eu
poderia facilmente derrotá-los, só sou muito pregüiçoso
para fazê-lo* pensou Yusuke silenciosamente, enquanto lançava
para Kuwabara um olhar torto.
A clareira era cerca de 20x20 metros e estava coberto com pequenos
tufos de grama verde. O grupo inteiro olhou em redor e decidiu que
era um local perfeito para acampar.
"Kurama, poderia construir algumas cabanas com suas plantas?
Podemos dormir praticamente em qualquer lugar, se houver um teto
sobre nossas cabeças," disse Yusuke.
"É uma pena que estejamos tão longe dos castelos
de Mukuro, Yomi ou Yusuke. Do contrário poderiamos passar
a noite lá," disse Hiei num tom baixo, surpevisionando
a clareira, sentindo que talvez ele preferisse dormir num topo de árvore.
Hiei raramente falava, mas desta vez foi uma chance totalmente separada.
"Sim, quem iria imaginar que o estúpido castelo, 'Hotaro',
ou qualquer que seja seu nome, é na beira do Makai," interrompeu
Kuwabara, reclamando do tempo, a comida aqui e sua lista sem fim.
Kuwabara parecia ter uma tendência para irritar as pessoas
e reclamar sobre todo o tipo de coisas.
Kurama sorriu e tirou algumas sementes de seu bolso. Sua mão
brilhou por um momento e ele as atirou no chão, no meio do
campo. Como mágica ante seus olhos, as sementes se transformaram
em plantas, retorcendo umas com as outras para formar uma casa pequena.
Kurama sorriu e pegou um outro tipo de semente. Ele as espalhou ao
redor da casa. Montes de terra erupcionaram enquanto as plantas cresciam.
Logo havia longas flores em forma de sino florescendo ao redor da
casa.
"Certo, vamos trabalhar. Yusuke e Kuwabara, ambos têm
de coletar algo para servir de coberta. Yukina e Kurama, por favor
dividam-se para cozinhar. Enquanto isso Botan, colete um punhado
de lenha aqui para uma fogueira," comandou Koenma, naturalmente
começando a mandar por ali com seu modo negociante normal.
"Uma fogueira?" perguntaram todos em uníssono.
*Qual a utilidade de uma fogueira?*
"Sim, uma fogueira. Ouvi dizer que no Makai há um monte
de criaturas desagradáveis vagando pela noite. Ah! Hiei, já que é um
youkai do fogo, acho que você é o melhor para fazer
a fogueira para nós," disse Koenma.
"Hn," bufou Hiei, e ele resmungou algo baixinho. Koenma
deu a Hiei um estranho olhar e observou Hiei sumir rapidamente na
semi escuridão. quando Hiei finalmente se foi, o resto se
apressou para fazer seus trabalhos. Koenma vislumbrou cada um de
seus amigos brevemente e balançou sua cabeça. Ele precisava
realmente de um descanso depois de toda caminhada e escalada. Talvez
tanto trabalho no escritório tivesse esgotado muito de sua
força física...
As plantas que Kurama plantara eram do tamanho de orquídeas
germinaram em todos os lugares disponíveis próximo
a casa. Yukina arrancou uma flor e cheirou o aroma.
"Kurama, para que são estas flores, elas cheiram tão
doce," perguntou Yukina enquanto estudava as flores rosas.
"Bem, na verdade, simplesmente encontrei este tipo de flor
no nosso caminho até aqui, então não tenho certeza
para que serve, a não ser que cheira bem," respondeu
Kurama, sorrindo com maldade secretamente. Ele tinha planos para
esta noite. Verdadeiros planos.
Yukina deu de ombros e foi cozinhar. Todos tinham seus trabalhos
no acampamento. Hiei estava fazendo uma fogueira com seu youki enquanto
Koenma estava ali sentado dentro da casa vegetal, obviamente perdido
em pensamentos. Koenma precisava de um pouco de descanso, obviamente.
O rapto de Misuko tinha sido bem abrupto. Yusuke e Kuwabara estavam
se agarrando pelos pescoços para ver quem comia primeiro.
*Imaturos,* pensou Kurama. Ele então mudou sua atenção
para Botan. Ela estava ocupada juntando lenha para a fogueira. Botan
jogava a lenha do lado de Hiei e sorria para ele. Hiei assentia em
reconhecimento.
*Estranho, Hiei mal assente para mim quando o curo.* Kurama de repente
percebeu que Hiei estava agindo estranho somente com Botan; desde
o café da manhã com Genkai. Ele ficava contorcendo-se
quando estava perto de Botan e ele simplesmente olhava fixo para
ela às vezes. Hiei era seu melhor amigo e Hiei não
podia esconder nada dele. Nunca mesmo.
*O que Botan fez com ele? Vou descobrir de algum jeito...* pensou
Kurama, olhando para Hiei à distância.
Koenma estava sentado dentro da casa vegetal. Pelos últimos
150 anos, ele tinha estado solitário, sem Misuko para preencher
o vazio da sua vida. Sua vida era só trabalho, trabalho e
trabalho; até Misuko entrar direto dentro de sua vida. Koenma
pôs a mão dentro de seu robe e agarrou uma corrente.
Ele a tirou de lá e balançou o pingente diagonalmente
ante seus olhos.
*As manchas vermelhas sempre te lembrarão de mim.* estas
palavras repetiram de novo e de novo na sua cabeça. Estas
palavras saíram de sua própria boca, mas agora o pingente
não estava com Misuko. *Ela estava morta.* uma voz em sua
cabeça continuava gritando.
Ele estava realmente preocupado desta vez. A vida de Misuko estava
em suas mãos e se ele não fizesse algo rápido,
a vida de Misuko estaria provavelmente por um fio. Yamaro e Murashi
foram uma vez os criminosos mais perigosos. *Eles tentaram até tomar
o controle sobre o Reikai, Makai e Ningenkai,* pensou Koenma, enquanto
estremecia de medo. Medo por Misuko e pelos mundos. Quantos seres
inocentes seriam postos em perigo se eles fossem libertos?
Fechando os olhos, ele silenciosamente rezou que Misuko estivesse
a salvo e que seu time de investigadores do Reikai fossem capazes
de derrotar Yamaro e Murashi. Ele sabia o quão perigosos eles
podiam ser, mas ele não ousaria perde-la de novo. O preço
de a perder era simplesmente demais. 150 anos não foram curtos.
Se eles ainda assim não pudessem derrotá-los, ele teria
de usar o caminho final. Ele tinha de salvar Misuko a todo custo.
Ele esperou quase uma eternidade por ela.
Hiei sempre amou o fogo. As chamas sempre pareceram comfortantes
e acolhedoras. Pareciam com... o lar. Hiei nunca teve um lar antes.
Como a 'Criança Proibida', ele sempre estava vagando por aí.
Hiei estudou seu braço direito enfaixado. Seu elemento era
o fogo e sempre seria. As chamas eram tão puras e sagradas.
Um sinal de purificação.
Era tarde da noite agora. Todos tinham comido e ido dormir, apenas
ele e Yukina ainda estavam acordados. Lançou um olhar para
Yukina. Sob os brilhos da fogueira, ele pode ver duas correntes de
lágrimas descendo pelo seu rosto.
Nesse meio tempo, o coração de Hiei estava num grande
conflito. Ele não havia nascido para tomar grandes decisões.
Freqüentemente, ele era um perdido na escuridão. Nunca
sabendo o que fazer; mas Hiei nunca admitiu aquilo para ninguém.
Era simplesmente um problema seu.
Hiei suspirou um pouco. Ele raramente era franco consigo mesmo.
Algumas vezes, quando ele baixava sua guarda, uma pequenina voz na
sua cabeça falava. Ela falava que ele era um covarde. "Eu
sou?" perguntou Hiei silenciosamente. Ele não queria
contar a verdade a Yukina, ou ele era covarde? Estava temeroso de
deixar Yukina saber daquilo?
"Devo muito a ela. Ela deixou o seu clã apenas para
me procurar. É hora de dizer a ela a verdade." mais uma
vez, as palavras de Botan ecoaram em sua mente.
*Você tem que dar alguma explicação para Yukina.*
Hiei decidiu contar a verdade esta noite. Era agora ou nunca.
Hiei levantou-se e se dirigiu para o lado de Yukina. Ele esticou
um dedo e bateu com ele no ombro de Yukina. Yukina enguliu em seco
e olhou em redor em choque. Hiei pode vislumbrar seu rosto molhado
de lágrimas antes dela secá-lo com a manga de seu kimono.
"Sim, Hiei-san?" perguntou Yukina, fungando um pouco.
Hiei manteve o silêncio. Seus olhos focavam o rosto de Yukina.
"Aconteceu algo?" perguntou Yukina novamente.
"Tenho algo para lhe contar," disse Hiei, olhos baixos.
"Hiei-san, há algo que queria lhe contar a muito tempo.
Posso dizer agora?" perguntou Yukina, seus olhos brilhando.
"O quê?" disse Hiei, também curioso para
saber o que Yukina tinha em mente.
"Eu gostaria... Gostaria que você fosse realmente meu
irmão," disse Yukina, sorrindo alegremente.
"Sério?" respondeu Hiei, seu rosto mostrava uma
leve surpresa.
Yukina aquiesceu. "Sim. Apesar de você ser quieto às
vezes, mas você é a pessoa perfeita para ser meu oniisan
perdido. Lembra-se de como você sempre me protege às
vezes?"
O conflito e a incerteza em Hiei foram desvanescendo e morrendo.
"A propósito, você me disse que tem algo que quer
me contar. Novidades sobre meu irmão perdido?" seus olhos
mostraram um suave brilho de esperança enquanto dizia aquilo.
Uma esperança sem fim de encontrar seu irmão perdido
a tempos.
"Yukina, bem, err... é sobre seu irmão," disse
Hiei pouco à vontade. A confissão de Yukina de desejá-lo
como seu irmão lentamente extinguia o medo de ser rejeitado.
Yukina ouviu o tom de sua voz e agarrou Hiei pelo casaco e perguntou
ansiosamente. "Encontrou meu irmão? O que aconteceu com
ele? Ele está bem?"
"Yukina, quando lhe contar isso, por favor, fique calma. Me
prometa."
"Certo..."
Hiei respirou fundo e declarou. "Eu sou seu irmão." Hiei
enguliu em seco e esperou pela reação de Yukina.
O rosto de Yukina passou da tristeza para o choque e então
para alegria. "Hiei-san! Você é realmente meu irmão?
Está brincando? Oops! Tenho que lhe chamar de niisan agora."
Hiei assentiu. "Por que não está envergonhada
de ter um criminoso como irmão?"
As lágrimas de Yukina fluíam livremente de novo, desta
vez de alegria. "Niisan, não sabe que te procuro a muito
tempo? Não me importo se você é um criminoso
ou ladrão, ainda assim você é meu querido niisan," diise
Yukina alegremente.
Hiei sentiu seus olhos doendo e antes que ele percebesse, uma lágrima
rolou e congelou no ar. Hiei a agarrou e deu-a para Yukina. Yukina
olhou para ela e para ele.
"Yukina, eu também sou meio koorime. Apesar de detestar
o clã koorime de todo meu coração, ainda assim
não posso me livrar dos traços dele em mim. Eu *posso*
fazer jóias de lágrimas. Esta eu dou a você,
como um símbolo meu," disse Hiei, pressionando a jóia
na mão pequena de Yukina.
"Obr.. Obrigada," disse Yukina, alegremente.
"Agora, está ficando tarde, vá dormir," pediu
Hiei, finalmente livre de uma marca que o tinha atormentado por tantos
anos.
Yukina olhou para a pérola na sua mão e deu uma olhada
em Hiei. Ela aquiesceu e se refugiou na casa vegetal.
Hiei observou à distância. Ele voltou a se sentar no
seu lugar na fogueira. Ele tinha finalmente contado a verdade a Yukina
e tinha sido mais fácil do que imaginara. Agora, um peso tinha
sido tirado e ele se sentiu mais leve de novo. Um youkai tranqüilo
sem preocupações ou aflições. Espere,
ele ainda tinha Botan. Um sorriso irônico passou pela sua cara
séria. Ele raramente sorria, apesar dele saber que ele ficava
bem com um sorriso na face.
As noites eram silenciosas no Makai, exceto por algum tipo de animal
berrando à distância. Hiei estava totalmente absorvido
pelos arredores que mal notou que alguém sentou-se ao seu
lado. Aquela pessoa esticou um dedo e tocou o rosto de Hiei. Hiei
afastou-se em choque e viu que era Kurama. Kurama tinha mudado sua
jaqueta preta chinesa por uma longa.
"Kurama, o que você está fazendo aqui?" perguntou
Hiei bruscamente, ainda se recuperando da confissão com Yukina.
"Bem, só queria ver com você está," respondeu
Kurama enquanto ele atirava um punhado de sementes no chão.
As plantas brotaram e desabrocharam flores de aroma forte. Hiei sentiu
uma onda de tonturas o atingindo.
"As flores..." pensou Hiei debilmente.
Antes que ele pudesse reagir, Kurama selou sua boca com seus lábios.
Uma mão esticou-se para tirar o casaco de Hiei.
Por outro lado, Hiei estava se divertindo agora. Ele sabia que o
youko o estava seduzindo, mas ele simplesmente não conseguia
resistir. Aquele youko era experiente nessas coisas. De repente,
ele sentiu uma pontada de culpa o atingindo.
*Por que culpa?*
Imagens de Botan passaram por ele. Hiei não sabia o que fazer,
isso era praticamente uma oferta para se levar ou abandonar. Mas
Botan... ele tinha feito sexo com ela ontem. Se ele fizesse isso
com Kurama, partiria seu coração ao saber. Hiei debateu
isso. Finalmente, decidiu-se. Um parceiro era o bastante e ele tinha
de ser fiel a Botan. Ela tinha sacrificado muito por ele.
*Mas e Kurama?*
Hiei sabia que ele magoaria seu melhor amigo profundamente se ele
iria rejeitá-lo. Kurama sempre o quis, foi apenas questão
de nenhum dos dois fazer nenhum movimento. Kurama ou Botan... Hiei
devia escolher. Um debate interno estava acontecendo. O corpo quente
de Kurama estava ficando mais e mais intenso. Hiei estava perdido
de novo em que fazer.
Um sinal atingiu Hiei.
Afastando toda sua resistência, Hiei reuniu sua energia decadente
para afastar Kurama. Kurama olhou para ele surpreso.
"Por quê? Hiei... Pensei que tivesse se divertindo também?" choramingou
Kurama, chocado pela recusa de Hiei.
"Você tem que entender. Kurama, você é meu
melhor amigo e provavelmente o único amigo que realmente me
conhce por dentro. Eu... Eu não posso fazer isso. Eu tenho
meus próprios problemas também," disse Hiei suavemente.
Hiei nunca gostou de conversar, mas ele tinha que fazer Kurama entender.
Não seria mais fácil se ele o afastasse e fugisse na
noite? Não, ele não podia fazer isso, ele devia uma
explicação a Kurama... Ele tinha que fazer Kurama entender
em que situação desagradável ele estava neste
momento.
"Por quê? Você é solteiro e que eu sabia,
não tem nenhum amigo especial," tentou Kurama.
"Kurama, as coisas mudaram," Hiei respondeu com um suspiro.
Então, ele continuou, "Se lhe contar isso, pode me prometer
que não vai contar a ninguém?"
"Sim, claro. Sou bom em manter segredos," disse Kurama.
"Bem, em.. Botan e eu... er... fizemos isto antes e não
quero partir o coração dela," confessou Hiei lentamente.
Kurama riu e bateu nas costas de Hiei. "Parabéns, Hiei.
Eu entendo. Finalmente você encontrou alguém de quem
você gosta," disse Kurama o mais sinceramente que pode,
mas não conseguiu esconder o tom de desapontamento em sua
voz.
Hiei sorriu e caminhou de volta ao acampamento, deixando Kurama
na fogueira. Hiei sabia que seu amigo estava desapontado, mas ele
tinha que fazer a escolha certa. Kurama era e sempre seria um amigo
para ele. Um verdadeiro amigo.
Próximo a meia-noite, Botan pode sentir alguém aninhando-se
ao seu lado. Ela abriu um olho e viu que era Hiei. Ela voltou a dormir
de novo, sabendo que ele teria ido pela manhã. Ela se aproximou
de Hiei só por calor... mais calor.
Antes de cair adormecida mais uma vez, ela pode sentir Hiei respondendo,
colocando um braço ao seu redor. Talvez ela fosse a garota
mais feliz no Makai agora... Sim, ela era. Amanhã seria o
começo de um novo dia... uma nova vida.
Traduzido por Rechan // Título Original: Past Present
Future
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