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Passado Presente e Futuro
por Wong Siew Lee
Passado - Memórias
Capítulo 7: Um Plano, A Morte
Koenma deitou atirando e virando seu colchão
na grama. O vento suave e comfortante que soprou dentro da casa vegetal
pareceu não poder acalmá-lo em face do dilema que estava
enfrentando.
Um dilema que ninguém poderia ajudá-lo a resolver.
Misuko tinha chamado por ele mais uma vez. Quão profundos
seus sentimentos por ela eram? Ele realmente a amara? Ou era apenas
mera luxúria que o impeliu a ir ao jardim aquela noite? Koenma
não sabia realmente. Houve muitos fatores que poderiam ter
feito ele o fizesse isso. Stress do trabalho, solidão, etc.
Talvez ele estivesse agindo errado aquela noite... Koenma engoliu
dolorosamente; ele tinha destruído a vida dela...
O amor era um assunto misterioso... Você pode amar alguém
com as forças da natureza, mas valia realmente o sacrifício?
Mas quando você não ama aquela pessoa, era apenas somente
luxúria e diversão...
Ela era apenas uma ferramenta para que ele aliviasse o stress da
vida? Se ela realmente era, então Koenma tinha feito a coisa
errada. O sentimento de culpa dentro dele podia ser a parte onde
ele havia se detestado por tê-la lançado até um
ponto sem retorno? Seu descuido tinha causado tais conseqüências.
Ele não deveria tê-la procurado aquela noite.
*Admita, você semeteu com a pessoa errada... Não deveria
ter se metido com ela só por suas necessidades. E ela?* Uma
voz manteve lembrando-o a cada minuto, torturando seu pensamento,
atormentando sua sanidade. As situações desagradáveis
normalmente não o aflingiam durante a noite...
Inconscientemente, uma lágrima rolou até seu nariz.
Ele se odiou por tudo que ele havia feito. Misuko... George... Parecia
que o mundo inteiro estava acusando-o de culpa e crime. Lentamente,
Koenma entrou num transe, forçando-o a acreditar que estava
realmente dormindo pacíficamente. Pacíficamente...
a noite.
Era uma noite fria no Makai. Um sopro de vento gelado soprou pelas
planícies, fazendo as almas estremecerem no escuro. Uma figura
soliária estava sentada ali. Bebericando seus pensamentos...
Seu arrependimento... Suas lembranças... Sentia como se uma
eternidade tivesse passado, mesmo que só houvesse horas em
que estivera sentado ali.
Kurama sentou-se na lenha do lado da fogueira. As chamas dançarinas
irritavam seus olhos. Dolorosas, elas podiam ser, mais seu coração
doía ainda mais. Chamas amarelas e vermelhas queimavem juntas,
refletindo suas luzes dentro de um par de olhos verde esmeralda.
Os olhos de Shuichi Minamino.
Kurama, um ladrão notório no passado do Makai, um
youko prateado, tinha finalmente encontrado sua disputa esta noite.
Nunca havia falhado, e nunca falharia; pelo menos, em seu próprio
maravilhoso mundo dos sonhos.
Mas ele tinha falhado esta noite. Kurama nunca havia sido repelido,
mas ele acabara de o ser. Por Hiei, seu melhor amigo. Nunca esperara
isso, de modo algum. Sempre pensara que Hiei gostasse dele, então
ele fez o movimento final esta noite; mas ele falhou. Botan, que
disputa inesperada; mas ainda assim, ela havia derrotado Kurama.
Era tarde demais. A alma e coração de Hiei já pertenciam
a alguém. A reação de Hiei o fez sentir que
estava fazendo algo de errado... Kurama não podia acreditar
que ele estava ficando sentimental com pequenas coisas; afinal de
contas, ele era um criminosos inescrupuloso no Makai, um youko de
sangue frio que não podia ser aborrecido por mera simpatia
ou paixão.
Nunca soube que Hiei era sentimental também.
Kurama segurou uma fungada. Aquele sentimento de ser derrotado era
terrível. Kurama nunca tinha sido derrotado antes disso...
Desta vez, tinha sido derrotado mentalmente. Sempre pensara que Hiei
gostasse dele. Sim, Hiei gostava dele... somente como um amigo, mas
o que Kurama realmente queria era sua atenção, seu
amor.
Hiei era apenas um amigo. Por que amigo? Kurama não entendia
esta resposta que tinha sido dada a ele. Hiei era muito importante
para ele. Seu melhor amigo, seu companheiro. Por todos aqueles anos,
tinha lutado lado a lado, derrotando oponentes incontáveis.
*Por quê? Por quê?* Kurama gritou para as planícies
desertas.
Os longos cachos vermelhos de Kurama balançaram ao vento,
voando em várias direções. Um fio de seu cabelo
coçou sua bochecha enquanto uma lágrima rolou lentamente
em seu rosto. Kurama rapidamente alcançou-a com as costas
de sua mão e secou-a. Não! Não derramaria lágrimas!
Kurama nunca fizera nenhum avanço em alguém; foi seu
primeiro. Apesar de saber como fazê-lo, não tinha tentado
seduzir ninguém. No momento em que Hiei o afastou, sentiu
seu coração se quebrar em milhões de pedaços.
O esforço que ele feito planejando, e tudo o mais.
Kurama escondeu o rosto entre as mãos, esperando que aquela
cena nunca acontecesse de novo. Nunca mais. Deixasse o tempo curar
as feridas.
Era dia no Makai. Apesar de não haver sol no Makai, a luz
estava presente ali. Infelizmente, a aurora não era tão
lenta como no Ningenkai, mas dentro de 15 minutos alcançaria
a luminosidade total, e a temperatura começaria a aumentar
também
Koenma acordou primeiro. O sono da última noite não
tinha sido restabelecedor. Problemas o atormentavam. Koenma empurrou
seu corpo para cima com um grunhido. Problemas... pricipalmente com
Misuko. O que aconteceria com ela? Koenma tentou desviar aquele pensamento,
mas falhou. Às vezes, as coisas não podem ser diminuídas.
Enquanto saía da casa, seu coração ainda doía
pelas constantespreocupações e dúvidas.
"Ohayo, Kurama," disse Koenma, surpreso que houvesse realmente
alguém que acordara mais cedo do que ele.
"Ohayo. Tão cedo?" cumprimentou Kurama.
"Sim, não consegui dormir," respondeu Koenma, sua
expressão tornado-se depressiva no momento em que pensou em
seus próprios problemas.
"Hmmm... Espere por mais alguns segundos e o café da
manhã vai estar pronto," disse Kurama, voltando sua atenção
para a fogueira.
Koenma não pode evitar de sentir que havia algo errado com
Kurama esta manhã... Parecia depressivo.
"Sempre detestei acordar depois de um bom sonho e um sono agradável," resmungou
Yusuke para si próprio. Enquanto dizia a palavra 'sonho',
suas bochechas coraram num leve tom de rosa. Ele e Keiko ficaram
noivos no mês passado. O mês passado foi divertido. Ele
e Keiko tinham tido bons momentos juntos. Na verdade, ele se divertia
com o jeito que Keiko o tratava; rude, ainda assim rom6antica. Na
verdade sentia falta dos resmungos ocasionais de Keiko e de uma rara
bofetada. Liberou aquele pensamento enquanto se lembrava de que estava
no Makai agora.
Yusuke olhou em redor. Pensativo como Kurama estava, tinha cultivado
algumas plantas para reunir orvalho para eles se limparem. Yusuke
reprimiu um bocejo. Por que a noite era tão curta? De fato,
a noite era sempre tão relaxante. Um tempo para dormir sem
pertubação, claro se não se descobrir num pesadelo
cheio de montros com tentáculos...
Yusuke procurou em redor pelos outros. Todos tinham acordado, exceto
um roncador Kuwabara. Kuwabara estava dormindo tão sonoramente;
sua boca estava abrindo e fechando como a de um peixinho dourado.
Yusuke estava para acordar aquela figura quando um sorriso travesso
apareceu em seu rosto.
*Vou desforrar nesse estúpido Kuwabara por ter me pegado
despreparado naquele dia. Não devia ter sido tão descuidado
naquele maldito poker,* disse Yusuke para si mesmo enquanto coçava
sua cabeça, procurando uma idéa. De repente, seus olhos
perceberam algumas plantas crescendo num canto da cabana. Um sorriso
largo logo cruzou seu rosto... Que boa idéia...
Yusuke levantou-se silenciosamente e rastejou-se para a área
onde as flores em forma de tigela tinham florescido. Com dedos ágeis,
cuidadosamente arrancou a cabeça da flor. Balançando-a
cuidadosamente, caminhou até o futon de Kuwabara. Mirando
precisamente na boca de Kuwabara, pingou água na garganta
de Kuwabara.
"Vamos... Vamos..." murmurrou Yusuke enquanto a água
descia numa corrente.
*Sufoque! Sufoque! Cuspa... cuspa! Sufoque!*
Yusuke caiu na risada enquanto ouvia Kuwabara sufocar e cuspir a água.
*Kuwabara está finalmente acordado! Bravo!*
Kuwabara sufocou por vários minutos e olhou furiosamente
para Yusuke que estava rolando no chão, sofrendo com dores
no estômago.
"Wahahahaha!!! Kuwabara!" ria Yusuke incontrolávelmente.
O rosto de Kuwabara mudou de azul para vermelho e então para
roxo. Deu um resmungo zangado e voou em cima de Yusuke, mirando seu
pescoço. Os dedos de fecharam no pescoço de Yusuke
enquanto Kuwabara tentava estrangulá-lo.
"Urameshi! Seu filho da puta! Por que colocou água na
minha boca!" gritou um furioso Kuwabara.
"Kuwa... Kuwabara! Me largue!" gritou um agora sufocado
por falta de ar pelo aperto de Kuwabara, Yusuke e a seção
de risadas.
Kuwabara pareceu... não perdoar por seu lado.
Uma série de vozes gritando e sons de estilhaços logo
se seguiram.
Esta manhã era a vez de Kurama de fazer o café-da-manhã.
Yukina, Botan e Hiei já tinham acordado e estavam reunidos
ao redor da lareira. Todos eles estavam excepcionalmente quietos
hoje. Talvez, cada um tinha problemas e situações difíceis
próprias.
Como sempre, foi Botan quem começou a conversa.
"Kurama-san, onde você aprendeu a cozinhar?" perguntou
Botan.
Kurama sorriu e respondeu, "Fui um youko e vivi por alguns
séculos. Durante minha carreira como ladrão, costumava
viver em selvas, cavernas, qualquer lugar. Então, consegui
minhas perícias pela experiência."
Botan então pegou uma porção que parecia deliciosa
e amostrou a Kurama. "Posso saber o que é? Tem um gosto
muito bom..."
"Acho que não vai querer saber..." respondeu Kurama,
sorrindo maliciosamente.
"Me diga, Não vou ligar," pediu Botan, seu coração
curioso pensando em todo tipo de possibilidades. Além do que,
a comida que Kurama fazia era suculenta. De fato, era muito deprimente
provar brotos...
"Hum.. já que quer saber, é um tipo de rato subterrâneo," replicouKurama.
"Sério? Não parece com um," contra-disse
Botan, que não conseguia acreditar que aquela comida saborosa
que estava segurando nas mãos era um rato subterrâneo.
"Coma, mulher," interrompeu Hiei, que estava ocupado devorando
tudo.
Todos então tomaram o café-da-manhã em silêncio.
Botan olhou em volta e viu que Hiei se aproximava lentamente dela.
De fato, estava mais se afastando lentamente de Kurama, que sentava
ao seu lado. Botan olhou surpresa para Hiei. Perguntava-se por que
Hiei estava agindo daquele jeito, mas manteve sua boca fechada. Hiei
não era do tipo a que se podia perguntar publicamente. Além
do mais, tinha feito uma promessa...
Yukina terminou o café-da-manhã primeiro e levantou-se.
Anunciou que ia acordar Yusuke e Kuwabara. Yukina ajeitou seu kimono
e começou a dirigir-se a casa. Kurama e o resto limparam a
sujeira e sentaram-se de novo, esperando por Yukina, Yusuke e Kuwabara.
De repente, uma série de gritos e berros quebrou o silêncio
mútuo. Então, uma sonora explosão atingiu o
ouvido de todos. Kurama levantou-se num raio.
*Um ataque!* pensaram todos ao mesmo tempo. Soava como um ataque
de ki! Yusuke e Kuwabara estavam sob cerco! Deviam saber que não
podiam deixar os dois na cabana sem proteção. Yusuke
podia ser um youkai classe S, mas não agüentaria criaturas
que o Makai abrigava adormecidas...
Todos se puseram de pé quase ao mesmo tempo e começaram
a correr na direção das vozes. Kurama formou seu Rose
Whip enquanto Hiei desembainhava sua katana. Pisaram na casa cuidadosamente,
meio que esperando que algum tipo de demônio pulasse em cima
deles.
"Melhor tomarmos cuidado; há muitos youkai famintos
por aí," aconselhou Koenma ansiosamente. Não queria
perder dois de seus Investigadores mais experientes agora...
Hiei e Kurama assentiram, ambos então aventurando-se. Kurama
olhou em volta e tentou detectar de onde estava vindo o som. Kurama
posicionou suas orelhas e sentiu um som abafado vindo detrás
de um biombo de vinhas. Hiei e Kurama dirigiram-se para aquele canto
cuidadosamente. Hiei deu uma olhada e fez um levantamento dos arredores.
Nenhum youki estranho, somente os de Yusuke e Kuwabara... *De quem
quer que este youkai seja, deve ser muito bem preparado...* pensou
Hiei silenciosamente.
Espere! Parecia haver uma figura agachando-se sobre algo...
"Cuidado..." sussurou Kurama suavemente para Hiei. Hiei
não deu nenhuma resposta verbal, simplesmente assentiu.
"Um... Dois..." contou Kurama baixinho, dando a dica para
atacar. "Três!" gritou Kurama no fim. Ambos saltaram
e passaram através da camada delgada.
Não viram nada que se assemelha-se a demônios; em vez
disso, viram Kuwabara sobre Yusuke, estrangulando-o. No teto, havia
um grande buraco. Todo mundo soltou um suspiro exasperado.
"Não pode ser um pouco mais maduros?" disse Koenma,
obvioamente desapontado pelo comportamento deles.
"É, especialmente esse louco do Kuwabara," criticou
Hiei por seu lado enquanto embainhava a katana numa bainha de ébano
longa e delgada.
"O que você disse???" fumegou Kuwabara. Ele soltou
Yusuke e atacou Hiei em seu lugar.
"Fui paciente com você por muito tempo, mas agora, como
ousa me chamar de louco!" gritou Kuwabara furiosamente, seu
rosto ficando com um vermelho ainda mais brilhante.
"Quem pediu para você ser paciente comigo?" replicou
Hiei arrogantemente, rolando os olhos.
"Se tem coragem, venha e me ataque agora!" desafiou Kuwabara
aloud, olhando furioso para ele.
De início, foi só pequenos chutes e socos, mas as
coisas começaram a ficar feias. Kuwabara aumentou o poder
da espada Rei e Hiei respondeu removendo a bandagem da sua cabeça
e braço. Uma tatuagem de dragão negro adornou seu braço
direito... ambos iriam lutar de verdade.
"Ei... Parem agora!" gritou Yusuke, vendo que a batalha
estava para acontecer entre dois de seus colegas, com ele no meio.
Tanto Hiei quanto Kuwabara ignoraram Yusuke e continuaram olhando
um para o outro fixadamente.
"Ei!" berrou Yusuke enquanto a Rei Ken de Kuwabara errava
sua cabeça por alguns milímetros, numa tentativa de
atingir Hiei no ombro.
Hiei levantou seu braço direito e fogo negro começou
a enrodilar-se no sentido horário em seu braço. *Vou
por este filho da mãe em pedaços! Uma vez morto, não
vou ter ver sua cara nojenta,* pensou furiosamente.
Kuwabara gritou, "Vá pro inferno!" Ele empurrou
Yusuke e atacou Hiei com a Rei Ken elevada; sua espada de ki cintilando
ainda mais do que antes.
"Isso *é* o inferno!" respondeu Hiei, preparando-se
para usar o Kokyuuryuha.
"Parem!!!" Uma voz feminina soou. Era Yukina. Dois raios
de energia ameaçadora deteram-se imediatamente, cerca de dois
metros um do outro. Kuwabara desativou sua Rei Ken e adiantou-se
para segurar a mão de Yukina. Kuwabara sempre apreciava segurar
a mão de Yukina, já que era constantemente bom.
"Está tudo bem," assegurou Kuwabara para Yukina,
seu rosto demonstrando óbivios sinais de felicidade simplesmente
porque Yukina tinha se preocupado por sua segurança. Yusuke
e o resto soltaram um imenso suspiro de alívio. Não
queriam que nenhum de seus amigos feridos... Precisavam de todo poder
que tinham agora.
Enquanto isso, Hiei ficou parado ali, refazendo as bandagens de
seu braço direito, seus olhos tornando-se injetados com a
cena.
"O que acha que está fazendo, segurando a mão
dela?" resmungou Hiei furioso. Por que Yukina qureria um bastardo
como aquele? Hiei não compreendia muito bem a mente e alma
de Yukina.
"Por quê? Ela é minha *amiga* e há algo
de errado em segurar a mão dela?" gritou de volta Kuwabara,
enfatizando a palavra 'amiga' para infernizar Hiei ao mesmo tempo.
Hiei manteve-se quieto e mordeu seu lábio. Por que Yukina
escolheu aquele idiota do Kuwabara entre todos do Makai, Ningenkai
e Reikai? Aquele sobrenome Kuwabara era sempre tão irritante.
Hiei rolou seus olhos e desviou o olhar.
Kuwabara viu a reação de Hiei e pensou por um momento.
Um sorriso de satisfação substituiu aquele olhar manchado
no seu rosto. Kuwabara abriu um sorriso e gritou alto em triunfo, "Ah!
Já sei! Você tinha uma queda por Yukina também!"
O rosto de Hiei mudou de vermelho para púrpura, obviamente
enraivecido.
Yukina, que estava ao lado de Kuwabara interrompeu de repente. "O
que está dizendo, Kuwa-chan? Hiei é meu oniisan."
"Hum? Hiei é seu irmão? Ele não parece.
Olhe, Yukina. Você não precisa ajudar a salvar a pele
daquele carinha," respondeu Kuwabara, agarrando a mão
de Yukina ainda mais forte do que antes.
"É verdade. Só descobri ontem..." replicou
Yukina.
Gotas de suor começaram a se formar na tests de Yusuke, Koenma
e Botan. Como reagiria Kuwabara a este fato? Hiei era o irmão
há tempos perdido de Yukina...
"O quê?! Como pode?" berrou Kuwabara, obviamente
quase histérico desta vez.
Yukina olhou para Kuwabara. Seu rosto mostrando uma ponta de desespero
e desapontamento. Kuwabara não parecia aceitar bem e deu uma
bufada de nojo, mas não disse nada mais por Yukina.
Hiei murmurou algo baixinho e encaminhou-se para fora da pequena
casa.
Kurama deu a Yusuke e Kuwabara uma fruta que parecia com uma banana
azul.
"Este é seu café-da-manhã," explicou
Kurama enquanto via Yusuke e Kuwabara olhando a fruta curiosamente.
Não parecia apetitosa...
"Comam e comecem a caminhar, do contrário não
seremos capazes de lcançar aquele castelo antes do anoitecer," disse
Kurama novamente, convencendo-os a comer.
Depois de Kuwabara e Yusuke terem comido, o pequeno grupo de heróis
e heroínas continuaram a sua jornada pacificamente. Certo,
talvez um pequeno desentedimento aqui e ali, mas nada demais.
"Hahahaha! Não posso acreditar que estão caindo
na nossa armadilha!" riu Murashi. Seus braços estavam
enlaçando o pescoço de Yamaro enquanto olhanvam o cristal
ante eles num pedestal de jade verde escuro. Murashi inclinou-se
para frente e deu um beliscão na bochecha de Yamaro.
"Hah! Mal pude acreditar que fossem tais idiotas, especialmente
aquele Kurama. É um youko. Youkos são bem conhecidos
pela inteligência extra e esperteza. Além disso, eles
agem muito mal no papel de cavaleiros de armadura brilhante," respondeu
Yamaro, sua mente já pensando em mais meios de atacar o pequeno
grupo.
"Parece que eles alcançaram aqui à noite." disse
Murashi, cuidadosamente calculando a distância e tempo envolvidos
em chegar ao castelo.
"Enquanto isso, temos alguns planos a fazer," Yamaro estalou
um dedo e Misuko sentou ali, face a face com eles.
Uma noite de angústia e miséria. Tortura, Misuko tinha
sempre temido a palavra mais do que o verdadeiro ato. Agora, ela
finalmente entendia. Não era só física, mas
mental, também. Até agora, ela não tinha aceitado
o fato de que era uma guia espiritual no passado... Ela era algum
tipo de noiva de um cara que nunca conhecera antes.
Estava cansada, cansada de tudo isso. Alguns dias atrás,
ela era somente uma colegial comum, mas de repente foi jogada neste
jogo de mentiras e desespero.
Koenma, quem era ele de verdade? Bem, ela sabia que ele foi seu
amante no passado, mas não tinha lembranças dele. Misuko
apertou seus olhos fechados. Não... Não funcionava.
Havia só o vazio ali. Não... Ela não conseguia
lembrar-se de nada sobre ele, sobre si mesma, sobre sua vida... Lembranças,
elas tinham um papel importante nas vidas. Papéis muito importantes.
Um segundo pensamento veio até sua mente. Ouvira que podia
cometer suicídio mordendo-se a língua. Talvez fosse
a hemorragia que levasse a morte. Ela era a Morte na vida passada,
então o que isso significava de qualquer forma? Talvez esse
fosse o melhor método para acabar com sua miséria aqui,
mas o rosto de Koenma aparecia em sua mente. Tinha que dar a ele
algum tipo de explicação. Desta vez, esperaria por
ele; ele tinha dado a ela uma razão para viver. Ela tinha
que saber da verdade.
*Claro que preciso saber da verdade!* disse Misuko a si mesma desafiadora.
Misuko só podia esperar. Tinha tentado se libertar. Tinha
lutado contra os elos que a mantinham naquele lugar. Misuko sentiu
lágrimas de desespero se formando em seus olhos, mas piscou
para livrar-se delas. Por um momento ela pensou que estava vendo
coisas, mas duas figuras pareceram materializar-se em pleno ar. Em
pleno ar?! Devia ser algum tipo de ilusão...
"Então, aproveitou a noite?" perguntou uma das
figuras que Misuko reconheceu como Murashi. Misuko desviou o olhar,
enojada pelo seu tom de voz.
"Não brinque mais, Murashi. Misuko, eles estão
vindo para resgatá-la, se você não fizer nada
estúpido, não vamos machucá-la," interrompeu
Yamaro.
Uma chama de esperança acendeu-se nos olhos de Misuko, ms
não os deixou transparecer. Não deveria deixar; a ajuda
estava chegando! Pelo menos ela podia poupar t
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aqui...
"Já lhe disse! Não vou te ajudar!" gritou
Misuko.
"Não precisa." De repente, Misuko descobriu-se
no topo do castelo, ainda amarrada a cadeira.
"Daqui, seu querido Koenma terá uma bela visão
de sua adorada," riu Yamaro junto com Murashi, levitando no
ar. Yamaro concentrou-se por um momento e Misuko pode sentir as cordas
invisíveis se afrouxando. Então, uma onda de energia
a atingiu e foi empurrada contra uma estrutura em forma de pilar
detrás dela. Bem ali, cordas invisíveis mais uma vez
a prenderam como aço, pelas mãos e cintura; deixando
seus pés balançando livremente do prédio de
200m de altura.
"Olhe bem ali, Misuko. Seu querido Koenma e seu time de cães
estão ali," gracejou Murashi.
Misuko olhou adiante e quase desmaiou frente a visão do grupo
avançando.
*A ajuda estava ali!*
A jornada foi muito difícil assim como o clima. Yusuke e
seus amigos tinham caminhado por um bom tempo, antes de alcançar
o castelo. Era quase noite quando tinham finalmente avistado a antiga
construção.
"Koenma, aquele é o castelo que estamos procurando?" perguntou
Kurama curioso, enquanto secava o suor formando-se na sua testa.
"Parece-se muito com as figuras do 'Hotaro' nos arquivos estruturais
do Reikai," respondeu Koenma pensativamente. Enquanto se aproximavam,
viram duas figuras, levitando no ar e uma outra figura, feminina,
presa num pilar em frente ao castelo.
"Finalmente alcançamos nosso destino..." disse
Yusuke suavemente, olhando para a dupla flutuando no ar. A ameaça
não era uma piada. Genkai estava certa, eles eram poderosos
usuários de ki.
Traduzido por Rechan // Título Original: Past Present
Future
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