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Passado Presente e Futuro
por Wong Siew Lee
Presente - Vingança
Capítulo 1: A Chegada da Aurora
Duas semanas. Duas tinham se passado desde
o incidente de Yamaro e Murashi. Makai, Ningenkai e Reikai estavam
pacíficos e em equilíbrio, pelo menos por enquanto.
No magnífico palácio imperial do Reikai, a situação
estava quase a mesma.
Enquanto isso, no Ningenkai, ainda eram férias escolares.
Duas semanas faltavam no calendário antes de começarem
mais um período escolar. O time Urameshi e seus amigos ainda
estavam no Reikai, ajudando Koenma com casos do Reikai ou passando
o tempo languidamente no vasto jardim no palácio imperial
do Reikai. Talvez fosse melhor nesse balanço da natureza e
vida; sem nunca se questionar o aconteceria no futuro...
Há duas semanas, no quarto de Misuko...
A boca de Koenma curvou-se para cima e ele passou os braços
em volta dela. Misuko devolveu o abraço, ambos apreciando
as lembranças do passado e do presente... e talvez do futuro.
Koenma mudou de idéia. Nunca a abandonaria. Nunca.
De repente, Misuko soltou um resmungo. Um turbilhão de cores
começou a se enrolar na sua mente, deixando-a na semi-consciência.
A toda hora, ela via uma história diferente, uma cena diferente,
um momento diferente do tempo. Uma mostrara quando ela cometera suicídio,
trabalhando no Reikai. Uma outra mostrou como seu coração
estava com Koenma. Ela pressionou suas têmporas e tentou clarear
sua mente. Quase inconsciente, descansou a cabeça no ombro
de Koenma, esperando encontrar algum conforto. Koenma pôs uma
mão confortadora nas costas dela.
Koenma deitou-a gentilmente na cama e agarrou o cobertor do chão.
Ele cobriu Misuko com ele e sentou-se do lado, para cuidar dela.
Os olhos de Misuko estavam fechados com força e o rosto estava
normal, contraindo-se com dor, de vez em quando. Koenma olhou para
ela apaixonadamente, podia quase sentir a dor ele mesmo por Misuko.
Lentamente, esticou uma mão para acariciar o rosto dela suavemente.
A pele branca delicada de Misuko estava sedosa sob seu toque. Koenma
olhou para ela com tanto carinho, com medo que ela pudesse quebrar-se
como uma porcelana. Num impulso, inclinou-se para frente e beijou-a
nos lábios, sentindo o gosto suave de seus lábios.
De repente, um par de mãos agarrou-se por volta de suas costas.
Koenma afastou-se de Misuko e olhou para trás, só para
perceber que o par de mãos pertencia a ela. Ele voltou-se
e viu Misuko sorindo para ele. Havia um pedido dentro de seus olhos
encantadores, um pedido querendo que ele continuasse.
Koenma sorriu para ela e levantou-se. Sentou-se no espaço
próximo a Misuko. Bem ali, ele cruzou suas pernas e olhou
para ela. Mesmo só olhando para ela, podia sentir satisfação...
Nunca pensara em consigui-la de volta novamente, mas ela estava de
volta agora. Bem e viva.
"Esperei por você quase uma eternidade e te esperaria
para sempre," uma voz masculina suspirou no escuro.
Crash! A porta do quarto abriu-se, permitindo que a luz laranja
fraca das lâmpadas do corredor entrasse. Uma figura emoldurada
pelas luzes estava de pé do lado de fora do quarto, no corredor.
Duas vozes engasgaram e Koenma ergueu um braço para bloquear
os raios emitidos pelo corredor iluminado.
Quem é agora? pensou Koenma irritado enquanto suspirava e
punha-se de pé. Agarrou a camisa no caminho. Deu uma olhada
para a figura e quase gritou. Rapidamente abotoou a camisa e dirigiu-se
direto para frente da misteriosa figura.
"George! O que está fazendo aqui a esta hora?" gritou
Koenma furiosamente.
"Ko... Koenma-sama, tenho que lhe perguntar algo," respondeu
George timidamente, meio temeroso de que Koenma pudesse realmente
demiti-lo do escritório do Reikai.
"Meus negócios não são da sua conta!" retorquiu
Koenma. Sua idéia de uma noite perfeita não era ser
pertubado por alguém. Por que isso acontece toda vez que encontro
um momento para ficar com Misuko, alguém aparece assim. Primeiro,
foi otoosama, agora é George. pensou Koenma, irritado.
"Koenma-sama, quem está aí?" perguntou uma
voz feminina atrás dele.
Koenma voltou-se para trás e disse, "Só um instante."
Voltou-se para George imediatamente e olhou furioso para ele. "O
que é tão importante que teve que aparecer desse jeito?" Koenma
deu um olhar crítico para o rosto de George.
George tentou esticar o pescoço para olhar atrás de
Koenma. Koenma olhou em fúria para ele. "O que está tentando
fazer dessa vez?" perguntou Koenma bruscamente.
George percebeu que a garota era Misuko. Mais uma vez, ele reuniu
toda coragem e perguntou, "O que vocês estão fazendo
aí dentro?"
"Isso não é da sua conta também! Agora,
me diga rápido o que está fazendo aqui desta vez," perguntou
Koenma impacientemente, enquanto batia o pé no chão
acarpetado.
"Bem, hã... Koenma-sama, não posso dormir nem
trabalhar sem dizer isso primeiro," começou George. Koenma
assentiu e esperou. "Não acho que Enma-Daiou ficará muito
feliz se souber que você está fazendo isso com uma garota
no Palácio Imperial," sussurrou George na orelha de Koenma.
"Bem, vou lhe dizer o que fazer," disse Koenma de forma
doce. O rosto de George iluminou-se, pensando que finalmente tinha
acertado uma com Koenma. Não importava o que fizesse, Koenma
sempre encontrava um erro; mas ainda assim George seria leal ao seu
mestre.
"Acabei de ver otoosama, saia daqui agora!" Koenma gritou
com George e bateu a porta na sua cara. O rosto de George tornou-se
pálido.
George balançou a cabeça. Koenma raramente o ouvia,
mas ele estava tentando aconselhá-lo. Afinal de contas, sua
fé como servo de Koenma-sama era verdadeira como ouro.
Além disso, ficar num quarto com uma garota não era
bom para os boatos. Koenma era o príncipe do Reikai. George
afastou aquele pensamento e passeou calmamente pelo corredor. Ele
pressionou o botão vermelho na entrada do elevador e entrou.
Koenma-sama nunca o ouvira nenhuma vez, tudo que fazia era gritar
com ele; mas George sabia que faria qualquer coisa para protejer
seu mestre. Qualquer coisa. George suspirou; era verdade que ele
seguira Koenma-sama desde que ele fora trazido para o Reikai para
servir. Ele tivera observado e visto ele crescer como um chefe totalmente
responsável do escritório do Reikai, ainda assim Koenma
nunca parecera importar-se com ele. Sim, ele mesmo era bem descuidado
e atrapalhado às vezes, mas o que ele fazia era pelo bem de
Koenma-sama...
"Preciso mesmo como uma boa noite de sono, talvez eu esteja
muito tenso," murmurrou George consigo mesmo, enquanto inclinava-se
numa parede do pequeno espaço à sua volta.
Koenma rastejou na cama, removendo a camisa enquanto avançava.
Misuko voltou-se para olhar para ele com seus grandes olhos encantadores. "O
que foi?" perguntou curiosa.
"Ah, era só o George. Aquele não tem nada melhor
pra fazer," respondeu Koenma simplesmente, enquanto tornava
a atenção para ela. Sempre esperara estar com ela no
passado.
"Hum... Koenma-sama, não acha que foi um pouco rude
com George? Afinal de contas, ele só estava tentando se mostrar
leal a você," aconselhou Misuko cuidadosamente, esperando
que Koenma fosse capaz de entender o significado de suas palavras.
Koenma suspirou. "Às vezes, não quero olhar feio
pra ele toda vez que o vejo. Mas ele é muito insensível
ao meu humor, às vezes acho que não se importa com
meus sentimentos," explicou Koenma.
"George pode ser insensível, mas posso ver que sempre
ficou do seu lado. Apenas tente não gritar com ele desse jeito," disse
Misuko.
Koenma pensou por um instante. "Talvez esteja certa." Lá no
fundo, Koenma ainda duvidava da possibilidade de que George fizesse
as coisas corretamente. George era sempre tão desastrado,
estúpido e o que mais? Ele sempre confundia as coisas e tornava
a vida miserável para ele.
Koenma inclinou-se e deu um beijinho na bochecha de Misuko. Apesar
de Misuko ter recuperado completamente a memória de seu passado
no Reikai, ela ainda não conseguia se acostumar com alguém
do sexo oposto sentando-se tão próximo a ela, o pensamento
de alguém olhando-a sem piscar a fazia sentir-se desconfortável
também... Mesmo agora, ela ainda mexia-se um pouco, obviamente
desconfortável com o peso extra do corpo pressionando-a.
Uma dúvida trivial ainda persistia em sua cabeça.
Misuko queria há muito tempo, mas... algumas vezes, tem que
se levar em conta o momento.
"Há uma coisa que queria te perguntar, mas não
tive chance," disse Misuko quandoa cabeça de Koenma inclinou-se.
Podia sentir seu cabelo castanho suave dele tocando no seu nariz.
"Sim?" murmurrou Koenma, enquanto descansava a cabeça
na moldeira de metal do peitoril da janela acima da cama.
"Você é humana?" perguntou Misuko corajosamente,
esperando que Koenma respondesse-a, já que estava quase adormecido.
Koenma pensou por um instante e continuou em silêncio. Após
um instante, ele falou. "Bem, não sou 100% um humano
do Ningenkai, ou nem mesmo humano. Talvez pode-se dizer que sou algum
tipo ou mais precisamente, uma raça que vive em outros mundos.
Nirvana, Meikai ou Reikai. Como pode ver, existem dois de nós
aqui, otousama e eu. Ainda assim sou de carne e osso."
Misuko murmurrou um som de reconhecimento e pousou um braço
no peito de Koenma. Pouco a pouco, o silêncio e serenidade
do luar no escuro céu noturno fê-la dormir. Juntos e
lentamente.
A aurora surgiu no céu amarelo da manhã. Como o Ningenkai,
Reikai tinha uma lua e um sol. Lentamente, o sol apareceu no horizonte
para marcar a manhã. Raios de sol gentis deslizaram pelo peitoril
da janela no quarto de Misuko. Os raios finos tornaram-se grossos,
e começaram a ficar mais intensos. Enfim, a mostrou a condição
de um grupo de membros misturados.
"Aaaii! Minhas costas dóem!" resmungou dolorosamente
uma voz feminina.
"É, a minha também," concordou uma outra
voz.
Lenta e cuidadosamente, as duas figuras se separaram.
"Acho que não dormi muito bem essa noite," disse
Misuko enquanto levantava-se, espreguiçando-se e bocejando.
"Não durmo com outra pessoa há muito tempo," comentou
Koenma enquanto enfiava a camisa dentro das calças amarrotadas.
Koenma parou de falar e seu rosto corou num leve tom de rosa após
perceber o que havia dito. Após um instante, ele continuou
de novo.
"Vou trabalhar agora," anunciou Koenma a Misuko, enquanto
terminava de ajeitar a roupa.
Misuko sorriu e esticou a mão para dar um tapinha no ombro
de Koenma. "Também vou. Lembra-se do que lhe disse ontem?" disse
Misuko, tentando convencer Koenma a designá-la em algum trabalho
no escritório do Reikai.
Koenma voltou-se e prendeu-a pela cintura.
"Tem certeza?" perguntou Koenma, enquanto sussurrava no
ouvido de Misuko.
"Sim, claro," exclamou Misuko, um tremor na voz mostrando
o medo de que Koenma não aceitasse que ela trabalhasse com
ele.
"Espere." Koenma soltou-a e saiu do quarto. Misuko sentou-se
na borda da cama, esperando pacientemente que Koenma voltasse.
O que ele está tentando fazer? perguntou Misuko curiosa.
Segundos passaram-se. Talvez 10 minutos depois, Koenma voltou carregando
uma braçada de roupas.
Misuko olhou para ele de forma inquisitória e pegou as roupas.
Camisetas, jeans, shorts, calças, camisas, kimonos tradicionais
e muitos outros items. Certo, ela devia ver Botan depois disso...
"Se vai trabalhar, não pode ir com minha roupa. Para
as garotas do Reikai, a roupa oficial é o kimono japonês
tradicional. Essas são as regras do Reikai. Todos devem seguir
ou os dois guardas na frente do meu escritório irão
te expulsar," explicou Koenma, enquanto via o olhar confuso
de Misuko.
Por que não tenho lembranças disto? pensou Misuko
consigo mesma, mas manteve-se quieta. Talvez seja porque tomei apenas
a metade do tablete, então outros detalhes menos iportantes
não aparecerão. Enquanto pensava nisso, ela sorriu
secretamente em seu interior.
Misuko escondeu seus verdadeiros sentimentos e sorriu. Olhou em
volta e escolheu um kimono azul-escuro bordado com aves no robe principal
uma faixa cor de pêssego combinando. De algum modo, sentia
que lhe era muito familiar, como se o tivesse vestido alguma vez.
"Que coincidência. Você escolheu esse uniforme
também, quando veio trabalhar aqui da primeira vez," disse
Koenma.
Aquela frase acionou um acontecimento esquecido na cabeça
de Misuko. "O uniforme... O que aconteceu com Hanna?" perguntou
Misuko, lembrando-se de repente da amiga.
"Hanna... Acho que casou-se com algum general do Makai," disse
Koenma.
"Quando foi?" perguntou Misuko.
"Cerca de... algumas décadas atrás? Acho que
se casou com um general nos limites do Makai," Koenma deu de
ombros.
"Ah... Entendo. Quando tiver tempo, acho que a visitarei," disse
Misuko.
Ela reuniu as roupas e dirigiu-se para o banheiro. Fechou a porta
atrás dela. Pouco antes da porta fechar-se, ela disse, "Encontro
você do lado de fora em 15 minutos."
Koenma assentiu e voltou ao seu quarto. Entrou dentro do chuveiro.
Então, rapidamente secou-se e tomou sua forma infantil. 15
minutos não eram muito tempo.
Misuko ficará chocada se ver isso, pensou Koenma consigo
mesmo, enquanto produzia uma chupeta azul e começava a chupá-la.
Ele saiu vagarosamente e esperou do lado de fora do quarto de Misuko.
A porta do quarto abriu-se, revelando uma prontamente vestida Misuko.
Positivamente ela parecia impressionante e bela com aquele kimono
azul-escuro com aves bordadas.
Não importa o que ela vista, sempre fica assim, bonita, pensou
Koenma alegremente, enquanto olhava para ela.
Misuko olhou em volta, procurando Koenma. Enfim, baixou os olhos
para Koenma.
As sombracelhas de Misuko uniram-se, "Você viu Koenma-sama
por aí?" ela perguntou à criança.
A criança mastigou sua chupeta e respondeu, "Eu sou
Koenma. Não está surpresa? Vou trabalhar nesta forma."
Misuko inclinou-se e disse seriamente, "Por favor não
brinque."
A criança repetiu-se duas vezes, mas a pobre Misuko ainda
parecia confusa. A criança suspirou dramaticamente e tirou
a chupeta, tomando rapidamente a forma do Koenma que Misuko havia
conhecido.
"Ah, então você tem duas formas," disse Misuko
simplesmente.
"Sim, mas se você gosta mais desta forma, acho que ficarei
com ela," retrucou Koenma. Koenma esticou uma mão para
levar Misuko ao seu lugar de trabalho.
"O Reikai realmente mudou muito; especialmente na mobília," comentou
Misuko, enquanto eles caminhavam pelos corredores dispendiosos.
"Otousama insistiu que o Reikai devia parecer o melhor," respondeu
Koenma enquanto paravam num ponto do lado de fora de uma imensa porta
dupla, fechadas. Koenma pegou uma das maçanetas de latão
e abriu-a. Misuko olhou e assustou-se.
Onis, guias espirituais e espíritos apressavam-se por todo
o lugar. Mesmo agora, tudo o lugar parecia exatamente como qualquer
dia de cão no Centro de Ações Nikkei.
Um oni parou e fez uma reverência para Koenma.
"Koenma-sama! Por que está tão atrasado? Estes
papéis precisam ser assinados agora mesmo!" O oni empurrou
uma pilha de documentos brancos nos braços de Koenma.
"E Koenma-sama, o resto está na sua mesa. Lembre-se,
estes papéis não serão válidos se você não
assiná-los antes de 9h30 da manhã," lembrou-lhe
o oni.
O rosto de Koenma tornou-se pálido e ele correu direto para
um aposento localizado no final do imenso escritório. Ele
entrou com tudo e gritou de desespero ante a visão de mais
e mais montanhas de documentos acumulando-se na mesa.
Misuko, que estivera assistindo do lado de sua mesa enquanto Koenma
começava a procurar um lugar vazio para começar o trabalho,
arrastou uma cadeira e começou a organizar os papéis
e documentos espalhados em pilhas.
"Koenma-sama, por favor venha e comece a assinar," chamou
Misuko para um Koenma quase em lágrimas. As gotas de suor
começaram a se formar nos cantos da testa de Koenma. Ele sabia
que Misuko era uma péssima funcionária no escritório...
Confudia os documentos e acordos mal interpretados... Que massacre
ela provocou na última vez que ela veio e o ajudou com o trabalho
do escritório.
Enfim, Koenma andou com dificuldade até a mesa e sentou-se.
"Por favor passe-me o carimbo."
Misuko girou uma imensa base de carimbos e escolheu um. Levantou-se
a dirigiu-se próximo a Koenma. Abriu uma gaveta e procurou
com afinco nela.
"Ah ha!" exclamou Misuko enquanto pegava uma almofada
de carimbo e uma garrafa de tinta. Cuidadosamente, ela desenroscou
a tampa e pingou um pouco na almofada, assim entregando-a a Koenma.
Koenma aceitou graciosamente e começou a carimbar numa velocidade
incrível. Pouco a pouco, as duas pilhas foram reduzidas a
uma pilha apenas. Misuko também deu uma mão ao organizar
os documentos, que Koenma nunca achava tempo para fazer. Enfim, o
tempo passou e estava na hora do intervalo às 10h da manhã.
Koenma inclinou-se para trás, exausto, em sua cadeira e soltou
um suspiro de alívio.
"Eu poderia usar você por aqui," cumprimentou Koenma
para Misuko enquanto sorria. Lá no fundo do seu coração,
Koenma já estava agradecido que ela não tivesse atrapalhado
seu trabalho. Certo, talvez ela houvesse melhorado com os anos. Um
sorriso irônico iluminou seu rosto enquanto pensava no tempo
que ele realmente se elogiou pela decisão correta de torná-la
uma guia espiritual...
"Obrigada!" respondeu Misuko, obviamente feliz com o elogio.
"A propósito, quando você aprendeu a organizar
as coisas deste jeito? Você é bem melhor que George,
sabe. Falando naquele oni, ele está sempre confundindo as
coisas e me colocando em problemas. Imagine o que aconteceria se
eu enviasse por engano almas boas para o Meikai ou Makai?" disse
Koenma.
"Bom, as coisas não mudaram muito aqui e talvez, meu
sentido de dejà-vu seja a causa," respondeu Misuko despreocupadamente.
"Vamos tomar uma xícara de café agora."
Koenma levantou-se e agarrou a mão de Misuko e dirigiu-se
para o refeitório.
De certo modo, havia uma vida nova no Reikai, uma vida nova e diferente
para dois indivíduos no meio de mistérios e conspirações.
Traduzido por Rechan // Título Original: Past Present
Future
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